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Covid-19: Trump diz que reduziu testes no país para evitar aumento de casos

20.jun.2020 - Trump com eleitores durante o comício em Tulsa, retomando a campanha presidencial - Divulgação
20.jun.2020 - Trump com eleitores durante o comício em Tulsa, retomando a campanha presidencial Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

21/06/2020 07h57Atualizada em 21/06/2020 08h33

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que reduziu o número de testes do novo coronavírus no país devido ao aumento nos registros dos casos. As declarações foram feitas na noite de ontem, durante o comício de campanha em Tulsa, Oklahoma, o primeiro evento do tipo em três meses.

"Quando você testa nesse alcance, você vai encontrar mais pessoas, vai encontrar mais casos. Então eu disse ao meu pessoal: diminuam a velocidade dos testes, por favor. Eles testam e testam", disse Trump.

Em um ginásio onde poucas pessoas usavam máscaras, o presidente defendeu suas decisões de combate ao coronavírus, que voltou a chamar de "vírus chinês". "Salvei centenas de milhares de vidas, mas ninguém nunca elogia nosso trabalho", declarou. Ao público, que não chegou a 1 milhão, como ele havia sugerido durante a semana, Trump disse "ter feito um trabalho fenomenal" em resposta à pandemia.

O diretor de campanha, Brad Parscale, reconheceu que os números ficaram abaixo do esperado e culpou os "manifestantes radicais", além de "uma semana de cobertura midiática apocalíptica". Um primeiro discurso do presidente, previsto para o lado de fora do ginásio e destinado às pessoas que não havia conseguido ingresso, foi cancelado no último momento.

Pouco antes do comício, seis integrantes da equipe do presidente testaram positivo para a covid-19. Eles foram colocados em quarentena e não participaram do comício. O país tem hoje, de acordo com números da universidade Johns Hopkins, 2.255.119 casos confirmados da covid-19 e 119.719 mortes em decorrência da doença. Os EUA lideram as duas listas.

Em seu discurso, Trump ironizou o adversário democrata, Joe Biden, que chamou de "marionete da esquerda radical" e da China, além de apresentá-lo como um político que "nunca fez nada" em meio século de carreira em Washington.

Em um discurso desordenado de quase duas horas, o presidente republicano se apresentou como defensor da lei e da ordem e pediu aos americanos que compareçam às urnas em 3 de novembro para que ele conquiste o segundo mandato de quatro anos.

O comício foi polêmico além dos riscos de contágio. Originalmente, o evento estava marcado para sexta-feira, dia 19, quando é celebrado o fim da escravidão nos Estados Unidos. Tulsa foi palco de um dos piores massacres de negros na história do país, que vive um momento de protestos antirracistas e contra a violência policial desde o assassinato do americano George Floyd. Após críticas, a data foi alterada para sábado.

*Com informações da Reuters e AFP

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