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Família Bolsonaro precisa ficar fora da eleição americana, diz democrata

O deputado democrata Eliot Engel afirmou que a família Bolsonaro precisa ficar fora da eleição estadunidense - Michael Brochstein/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
O deputado democrata Eliot Engel afirmou que a família Bolsonaro precisa ficar fora da eleição estadunidense Imagem: Michael Brochstein/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

Do UOL, em São Paulo*

28/07/2020 08h38Atualizada em 28/07/2020 10h33

O deputado democrata Eliot Engel, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Estados Unidos, chamou ontem no Twitter de "vergonhosa e inaceitável" a interferência da família Bolsonaro nas eleições norte-americanas, afirmando que eles precisam ficar fora delas.

A declaração veio após o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) compartilhar no domingo (26) um vídeo da campanha à reeleição do presidente Donald Trump. Nas imagens, lideranças democratas como Hillary Clinton, Bill Clinton e Barack Obama aparecem intercalados com a seguinte mensagem: "Primeiro eles te ignoram. Depois, riem de você. Depois o chamam de racista. Seu voto vai mostrar que eles estão todos errados".

"Já vimos esse roteiro antes. É vergonhoso e inaceitável. A família Bolsonaro precisa ficar fora da eleição americana", disse Engel em seu tuíte.

Trump buscará a reeleição à Casa Branca em novembro, tendo como principal adversário o democrata Joe Biden, ex-vice presidente durante a gestão Obama e que aparece como favorito nas pesquisas de intenção de voto.

Embora não seja comum presidentes apoiarem candidatos de outros países, a fim de manter as boas relações diplomáticas independentemente de partidos, Jair Bolsonaro (sem partido) não tem seguido a cartilha. Em transmissão ao vivo pela internet em meados de julho, o presidente brasileiro voltou a dizer que torce por Trump, mas que tentará manter uma boa relação com Biden, caso o democrata vença as eleições.

Em junho de 2019, em viagem ao Japão, Bolsonaro também comentou o apoio à reeleição de Trump. Na viagem, o presidente esteve acompanhado do filho Eduardo, que na ocasião disse que "Trump e Bolsonaro mais parecem velhos amigos que se gostam de graça, o que abre espaço para um diálogo franco e cordial."

Bolsonaro também se posicionou a favor de Maurício Macri nas eleições da Argentina, no ano passado. Após a derrota de Macri, o brasileiro disse que não iria cumprimentar o presidente argentino eleito, o peronista Alberto Fernández. "Eu lamento. Não tenho bola de cristal, mas acho que os argentinos escolheram mal", disse Bolsonaro na época.

Eduardo Bolsonaro chegou a ser cogitado pelo pai para assumir a Embaixada do Brasil em Washington no ano passado. Porém, a resistência entre os senadores, que deveriam aprová-lo, fez com que a ideia fosse abandonada.

Antes da posse do pai, Eduardo foi aos Estados Unidos para se encontrar com lideranças republicanas e com o ex-estrategista de Trump Steve Bannon, quando vestiu boné em apoio à reeleição do atual presidente americano.

Em março de 2019, Eduardo acompanhou o pai na primeira viagem oficial a Washington. Meses depois, em agosto, voltou a viajar para os Estados Unidos. O objetivo, segundo ele, era agradecer o apoio da Casa Branca ao governo brasileiro, que vinha sendo criticado internacionalmente pelo aumento dos incêndios na Amazônia.

*Com informações da Deutsche Welle

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