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Clínica chilena vendia testes com resultado negativo de covid-19 por R$ 455

Prefeito de Las Condes diz que caso é "muito sério" em coletiva de imprensa - Reprodução/Twitter
Prefeito de Las Condes diz que caso é "muito sério" em coletiva de imprensa Imagem: Reprodução/Twitter

Colaboração para o UOL, em São Paulo

21/01/2021 17h26

Uma clínica de Las Condes, comuna localizada em Santiago (Chile), comercializou diversos testes PCR com resultados negativos por US $ 85 (equivalente a R$ 455) para pessoas que queriam deixar o país. O caso foi descoberto hoje.

Uma medida do governo chileno de 7 de janeiro determina que cidadãos que quisessem entrar ou sair do país deveriam apresentar teste de coronavírus com resultado negativo.

Algumas pessoas, no entanto, conseguiram driblar a regra com a ajuda de uma empresa especializada em oferecer serviços a idosos. O laboratório Care Full Home entregava o PCR negativo em até uma hora mediante ao pagamento - sem que o solicitante realizasse qualquer teste.

O estabelecimento já foi fechado e autoridades locais se pronunciaram. "É um atentado à saúde pública, principalmente nas condições em que nos encontramos na região metropolitana", disse Paula Labra, secretária regional de saúde, que recebeu a denúncia pelo Whatsapp por meio de prints de conversas.

Vale lembrar que, até o momento, o Chile tem mais de 17.594 mil mortes causadas pela pandemia de covid-19, enquanto que Santiago sepultou 11.119 mil desse total.

Labra afirmou que será apresentado um recurso judicial para que seja iniciada uma investigação rigorosa para que a clínica e seus respectivos clientes sofram punições.

Segundo informações do Infobae, o prefeito de Las condes, Joaquín Lavín, disse que um funcionário da clínica se declarou culpado por todo o esquema. "Ele diz que teria feito isso sozinho, mas isso é uma questão de investigação", disse a autoridade. A polícia o identificou por meio de dados bancários que foram fornecidos por uma informante.

O Ministro da Saúde do Chile, Enrique Paris, corroborou a gravidade do caso: "É muito sério, muito, muito sério. É um fato gravíssimo, que é para enganar as pessoas. Não sei bem qual é o propósito, quer dizer, ganhar dinheiro obviamente, mas produzir mais disseminação do vírus? - indagou - "Isso exige uma sanção muito séria", encerrou.

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