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Talibã e autoridades de província do Afeganistão acordam cessar-fogo

7.jul.2021 - Seguranças afegãs montam guarda ao longo de uma estrada em meio a luta entre as forças de segurança afegãs e combatentes do Talibã na cidade ocidental de Qala-i-Naw, no Afeganistão - AFP
7.jul.2021 - Seguranças afegãs montam guarda ao longo de uma estrada em meio a luta entre as forças de segurança afegãs e combatentes do Talibã na cidade ocidental de Qala-i-Naw, no Afeganistão Imagem: AFP

Do UOL, em São Paulo*

15/07/2021 13h56Atualizada em 15/07/2021 15h24

Os líderes da província afegã de Badghis, cuja capital, Qala-i-Naw, está sob ataque dos insurgentes há vários dias, acordaram um cessar-fogo com o Talibã, anunciou hoje o governador da província, Hessamuddin Shams.

"O cessar-fogo entre as forças afegãs e o Talibã entrou em vigor por volta das 10h00 de hoje e foi negociado pelos líderes tradicionais", disse o governador Shams, acrescentando que a trégua não tinha um prazo específico para terminar.

O Talibã atacou Qala-i-Naw várias vezes desde 7 de julho, sendo a primeira capital provincial sitiada desde o início de sua ofensiva total contra as forças afegãs no início de maio, após o início da retirada final das forças estrangeiras do país, que deve terminar no final de agosto.

Mais cedo, uma fonte do governo que participa das negociações com os insurgentes declarou que os talibãs propuseram um cessar-fogo de três meses em troca da libertação de 7 mil de seus companheiros presos. Ainda não se sabe se o acordo firmado levou em consideração o pedido do grupo.

"É uma exigência muito grande", disse Nader Nadery à imprensa, acrescentando que os talibãs também desejam que os nomes de seus dirigentes sejam eliminados de uma "lista negativa" da ONU (Organização das Nações Unidas).

Nader Nadery destacou que a liberação anterior de 5 mil talibãs no ano passado, uma condição estabelecida para a abertura das negociações interafegãs, já havia sido "uma exigência difícil" de cumprir e que, mesmo depois de atendida, "a violência não parou e, pelo contrário, aumentou".

Negociações

Iniciadas em setembro passado na capital do Catar, Doha, as negociações entre o governo afegão e os rebeldes estão paralisadas.

Desde então, os talibãs já assumiram o controle de importantes zonas rurais do território afegão, em meio a uma ofensiva lançada na esteira da retirada final das tropas estrangeiras do Afeganistão. Este processo de saída começou no início de maio e deve terminar no final de agosto.

Os talibãs tomaram importantes postos de fronteira com Irã, Turcomenistão, Tadjiquistão e, desde ontem, Paquistão. Este último é a rota de acesso do Afeganistão ao oceano, um país sem litoral.

Privadas do crucial apoio dos Estados Unidos, as Forças Armadas afegãs oferecem pouca resistência aos talibãs e se concentram em manter o controle das capitais provinciais e das principais rodovias.

*Com informações da AFP

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