Marina Silva e Rui Costa estão discutindo via imprensa como será a Autoridade Climática, entidade rediviva, pelo menos no papel, a partir das queimadas que assolam o Brasil. A ministra desenha uma autarquia subordinada à pasta do Meio Ambiente. O chefe da Casa Civil não empolga com a ideia. Em entrevista ao Globo, diz que o projeto ainda precisa evoluir e insinua não ver sentido em colocá-lo sob o ministério de Marina, que reiterou sua visão no UOL News. Josias de Souza sente "cheiro de queimado" no projeto: "As fraturas no governo, expostas às vésperas do discurso de Lula na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, mostram que os mais otimistas deveriam procurar um extintor". Felipe Salto vê outra deficiência no plano de combate a eventos extremos do governo: a falta de menção a ele no Orçamento da União para 2025. Para ele, os desastres climáticos "têm um componente de imprevisibilidade, mas poderiam, também, ser contemplados nas estratégias de políticas públicas e, portanto, no Orçamento anual. Essa prática evitaria decisões atabalhoadas e eventuais comportamentos oportunistas, como flexibilizar as regras de licitações públicas". PUBLICIDADE |  | |