A ofensiva israelense contra o Hezbollah, que já incluiu uma violação de regra da ONU com a invasão terrestre do Líbano, provocou a esperada reação do Irã, que despejou mísseis sobre o inimigo, previsivelmente interceptados. Netanyahu avisou que vai retaliar os ataques. Como, ainda não se sabe. O temor é de que a violência escale a ponto de se tornar um conflito regional generalizado, como escreve Fernanda Magnotta. Jamil Chade, no UOL News, diz que o conflito deve redesenhar o mapa político do Oriente Médio. De imediato, pode-se esperar que o Irã não desfira ataques de alta letalidade contra o Estado judeu, até porque, como lembra Leonardo Sakamoto, "não há poder militar que faça frente a Israel respaldado pelos Estados Unidos no Oriente Médio". Igor Gielow argumenta que a própria ofensiva de hoje tem como objetivo satisfazer o público interno da teocracia persa. Para uma análise do teatro de guerra no momento, recomendo também a leitura de coluna de Wálter Maierovitch. O maior obstáculo para alguma paz, no momento, é a determinação de Netanyahu de persistir no rumo da guerra para salvar-se politicamente, estratégia que, pela sua perspectiva, está rendendo frutos, como escreveu ontem Hélio Schwartsman. Mas a conclusão é péssima: "Não existe solução militar para a disputa. Até dá para enfraquecer Hamas e Hezbollah, mas não para eliminá-los. Só haverá paz sustentável para os israelenses no âmbito de negociações com os palestinos. Para isso Netanyahu não tem nenhum plano". PUBLICIDADE |  | |