PUBLICIDADE
Topo

Política

"Vim mais à Fiesp do que fui à CUT", diz Lula a empresários em SP

Raquel Maldonado

Do UOL Notícias<br>Em São Paulo

09/08/2010 15h54

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (9), na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que os empresários nunca ganharam tanto dinheiro quanto agora e ressaltou o estreitamento de relações de seu governo com o empresariado brasileiro.

“Já vim mais à Fiesp do que fui à CUT [Central Única dos Trabalhadores] em oito anos. Certamente, porque santo de casa não faz milagre”, disse o presidente a cerca de 50 empresários salvadorenhos e 150 brasileiros durante cerimônia de encerramento do seminário empresarial Brasil-El Salvador, na sede da federação, na capital paulista.

Pouco depois, Maurício Funes, presidente de El Salvador, comentou diálogo entre Lula e o dirigente da Fiesp, Benjamin Steinbruch. “Você entrou pela esquerda e está saindo pelo centro”, questionou o último. “Não, são os empresários que entraram pelo centro e estão saindo à esquerda”, respondeu Lula.

Funes, que classificou o presidente brasileiro de “melhor líder do mundo”, aproveitou para elogiar a política econômica e social do país. “Cada vez que venho ao Brasil, venho com orgulho e satisfação. Uma das referências para toda a região deve ser a do presidente Lula. São as mesmas transformações que eu queria fazer por El Salvador”, afirmou.

Lula também aproveitou para elogiar o ex-ministro da Fazenda, Delfim Neto. “Antes, para mim, tudo era culpa do Delfim Neto, mas hoje, o reconheço e admiro. É uma das pessoas mais extraordinárias que este país já teve. Em momentos em que até o PT criticava nossa política econômica, Delfim escrevia artigos extraordinários elogiando a mim e a nossa política, quando ele podia me esculhambar e dizer que peão tinha que voltar a comer marmita no bandejão.”

Ainda durante o discurso no evento, cujo objetivo era o de estreitar as relações bilaterais e expandir o comércio entre os dois países, Lula aproveitou para desafiar os empresários brasileiros dizendo que nenhum deles podia dizer que teve problemas com o governo.

Por fim, Steinbruch afirmou que “o maior legado desses oito anos do governo Lula é a demonstração de que o Brasil pode caminhar com suas próprias pernas”. “O que nos dá força, independência, é este mercado interno que nos permite ajudar instituições estrangeiras que nos ajudaram anteriormente”, completou.

Citando o crescimento da classe média e afirmando que os brasileiros nunca estiveram tão bem, Lula disse que o Brasil deve ser exemplo para a América Latina e ao país vizinho. “É isso que estamos fazendo aqui, e por isso estamos servindo de lição”, completou. “A harmonia que construímos aqui pode ser olhada com carinho por El Salvador.”

Durante o evento, foi assinado protocolo de intenções para implantação do centro de formação profissional Brasil-El Salvador, assim como acordos de cooperação bilateral em áreas como formação profissional, turismo, segurança pública, desenvolvimento social e saúde.

A primeira-dama de El Salvador, Vanda Pignato, brasileira e secretária de Inclusão Social de El Salvado, e Márcia Lopes, ministra de Desenvolvimento Social, assinaram com apoio do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), carta de intenções para promover a proteção integral dos direitos da criança.

Política