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Após gastar R$ 2 mi com selos, Senado reduz cotas para despesas de correio

Do UOL, em São Paulo

12/09/2013 12h12

Depois do Senado anunciar gastos de R$ 2 milhões com a compra de 1,4 milhão de selos em um ano e quatro meses, a Comissão Diretora da Casa aprovou nesta quinta-feira (12) o ato que altera a distribuição da chamada cota postal dos parlamentares. O texto aprovado determina corte de 50% nas despesas relativas a mensagens pelo correio.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que a decisão "vai ao encontro da política de austeridade que vem sendo adotada pela Casa".

“Adotamos uma medida que promove maior controle para evitar qualquer desvio de cotas de correio especificamente à partir do desvio de selos”, afirmou o vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC).

Ainda não foi feito o balanço do impacto que esta economia terá nos cofres públicos.

“O certo é que vamos ter uma redução significativa numa cota que muitas vezes nem estava sendo utilizada pelos gabinetes dos senadores, mas que de tempos em tempos era utilizada para aquisições injustificadas”, afirma Viana.

“Tinha um descontrole, o uso não era feito por senadores e tinha desvio. No fundo selo é moeda”, disse.

A ‘farra dos selos’

O Senado divulgou no dia 16 de agosto gastos de quase R$ 2 milhões com a compra de 1,4 milhão de selos em um ano e quatro meses. A denúncia foi publicada no jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com a reportagem, a Casa não sabe o que foi feito com o material. O jornal destaca que o selo é considerado moeda corrente e pode ser facilmente vendido --a preços que variam de R$ 1,20 a R$ 6,40, dependendo do peso da correspondência-- para qualquer empresa que faça uso dos serviços dos Correios. (Com Agência Brasil e Agência Senado)

 

 

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