Operação Lava Jato

Justiça prorroga prisão do marqueteiro João Santana e de sua mulher

Do UOL, em Brasília

  • Zanone Fraissat/Folhapress

    João Santana chegou ao Brasil com a mulher, Mônica Moura, na quarta-feira (23)

    João Santana chegou ao Brasil com a mulher, Mônica Moura, na quarta-feira (23)

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na 13ª Vara Federal de Curitiba, acatou pedido da Polícia Federal e decidiu prorrogar por mais cinco dias as prisões temporárias do marqueteiro João Santana e da mulher dele, Mônica Moura, investigados pela 23ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Acarajé.

Também foi prorrogada a prisão de Maria Lucia Tavares, apontada como funcionária da Odebrecht. A empreiteira é investigada na Lava Jato.

Santana e Moura foram presos na quarta-feira (23) ao regressarem ao Brasil. O casal estava na República Dominicana, onde o publicitário trabalha na campanha de reeleição do presidente Danilo Medina.

A Polícia Federal investiga se repasses feitos a Santana no exterior tiveram origem no esquema de corrupção na Petrobras. O marqueteiro foi responsável pelas campanhas de reeleição do ex-presidente Lula, em 2006, e pelas duas campanhas presidenciais de Dilma Rousseff, em 2010 e 2014.

Em depoimento à Polícia Federal, Mônica Moura afirmou que as transferências no exterior identificadas pela Lava Jato se referem a pagamentos feitos pela Odebrecht a serviços prestados na campanha de reeleição do então presidente venezuelano Hugo Chávez, em 2012.

Na justificativa do pedido de prorrogação da prisão temporária ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela Lava Jato, a Polícia Federal argumenta que o casal não apresentou provas de sua versão para os fatos.

"Não há um contrato, uma invoice (sic), um registro ou mesmo uma troca de e-mails ou qualquer indício, por menor que seja, apto a corroborar os fatos alegados pela de defesa", escrevem no pedido os delegados Márcio Anselmo e Renata Rodrigues.

No pedido, a Polícia Federal também levanta a suspeita de que R$ 4 milhões teriam sido pagos a Santana pela Odebrecht, em território brasileiro, em período coincidente com o da campanha presidencial de 2014. A PF, no entanto, não faz relação com a campanha.

Em sua decisão, Moro afirma que a manutenção da prisão por mais cinco dias poderá servir para o melhor esclarecimento dos fatos. 

O PT tem informado que a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff, em 2014, não fez pagamentos ilícitos e teve suas contas aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Saiba que campanhas fez João Santana

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