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Senado completo piora situação de Dilma e a empurra para o julgamento

Ausente na votação de maio, Jader Barbalho votou desta vez para tornar Dilma ré no Senado - Divulgação/Senado
Ausente na votação de maio, Jader Barbalho votou desta vez para tornar Dilma ré no Senado Imagem: Divulgação/Senado

Do UOL, em São Paulo

10/08/2016 02h47

Com o Senado completo na sessão que decidiu, na madrugada desta quarta-feira (10), transformar a presidente afastada, Dilma Rousseff, em ré no processo de impeachment, o número de votos contra a petista cresceu em relação à votação realizada em 12 de maio, quando a Casa afastou provisoriamente a presidente. Passou de 55 para 59.

Os senadores peemedebistas Eduardo Braga (AM), ex-ministro de Dilma, e Jader Barbalho (PA) se ausentaram na sessão de maio. Desta vez, votaram contra a presidente afastada.

Já o também peemedebista João Alberto Souza (MA) mudou de posicionamento: em maio, ele votou contra o afastamento de Dilma; já na nesta quarta, ele votou a favor do impeachment.

O senador Pedro Chaves (PSC-MS), que não votou em maio, pois ainda não havia assumido a vaga como suplente de Delcídio Amaral, ex-petista cassado por seus pares também votou de maneira favorável a transformar em ré Dilma.

Outros suplentes também votaram contra a presidente afastada e seguiram assim o posicionamento dos titulares do cargo:

  • Cidinho Santos (PR-MT), que assumiu a vaga de Blairo Maggi, atual ministro da Agricultura;
  • Eduardo Lopes (PRB-RJ), que assumiu a vaga de Marcelo Crivella, candidato a prefeito do Rio de Janeiro;
  • José Aníbal (PSDB-SP), que assumiu a vaga de José Serra, atual ministro das Relações Exteriores;
  • Ricardo Franco (DEM-SE), que assumiu a vaga de Maria do Carmo Alves, atual secretária municipal da Família e da Assistência Social de Aracaju.

Ré no Senado

Os senadores decidiram por 59 votos contra 21 tornar ré Dilma no processo de impeachment, sob a acusação de ter cometido crime de responsabilidade em práticas financeiras de seu governo.

O julgamento de fato da presidente deve ser feito pelo Senado, em sessões no final deste mês. Cabe ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, que preside essa fase do processo, marcar a data.

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