Os investigados do PP

Do UOL, em São Paulo

 

Antônio Araújo/ MAPA
Blairo Maggi, ministro da Agricultura

Delatores: João Antônio Pacífico Ferreira e Pedro Augusto Carneiro Leão Neto (inquérito 4447)
Suspeita: recebimento de vantagem indevida em 2006 no contexto da campanha eleitoral para governador. O Grupo Odebrecht detinha créditos em relação ao Estado, decorrentes de obras públicas realizadas anteriormente, os quais, embora reconhecidos administrativa ou judicialmente, não eram honrados. O agente público estadual Éder de Moraes Dias teria solicitado o pagamento da vantagem indevida (R$ 12 milhões).
Crimes: recebimento de vantagem indevida e ocultação de origem de bens.
Outro lado: Maggi diz lamentar ter o nome incluído na lista e destaca não ter relação com a Odebrecht ou seus dirigentes e nem ter tido recebido doações da construtora para suas campanhas eleitorais. Ainda destaca não saber nem sequer do que foi acusado.

Zeca Ribeiro/Agência Câmara
Cacá Leão, deputado federal pela Bahia

Delatores: José de Carvalho Filho
Suspeitas: repasse de R$ 50 mil à campanha do parlamentar, no ano de 2014, sendo R$ 30 mil pelo Setor de Operações Estruturadas e R$ 20 mil por meio de doação oficial ao Diretório Nacional do PP
Crimes: omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais:
Outro lado: Segundo o deputado, "todas as doações [para campanha] foram recebidas de forma oficial"

Sergio Lima/Folhapress
Ciro Nogueira, senador pelo Piauí

Delatores: José de Carvalho Filho, Cláudio Melo Filho, Benedicto Barbosa da Silva Júnior e Carlos José Fadigas de Souza Filho
Suspeitas: nos anos de 2010 e 2014, o parlamentar procurou os colaboradores solicitando repasses financeiros a pretexto de sua campanha eleitoral e também para o PP. Segundo os relatos, Nogueira recebeu R$ 300 mil em 2010, valor não contabilizado. Quatro anos depois, o parlamentar recebeu, dessa feita, R$ 1,3 milhão também sem contabilização
Crimes: corrupção passiva, lavagem de dinheiro e corrupção ativa
Outro lado: o UOL ainda não conseguiu entrar em contato com o parlamentar

Reprodução/ Facebook
Deputado Dimas Fabiano (PP-MG)
Dimas Fabiano, deputado federal por Minas Gerais

Delatores: Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Sérgio Luiz Neves e Marcelo Bahia Odebrecht (inquérito 4423)
Suspeitas: em 2014, pagaram, a pedido do senador Aécio Neves, vantagens indevidas a pretexto de campanhas do próprio senador à Presidência da República e de vários outros parlamentares, como Antonio Augusto Junho Anastasia [senador, PSDB-MG], Dimas Fabiano Toledo Júnior [deputado federal, PP-MG] e João Pimenta da Veiga Filho [candidato ao governo de MG em 2014]
Crimes: ocorrência de indícios quanto aos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, e corrupção ativa
Outro lado: O deputado afirma que "jamais teve contato com a Odebrecht, não tendo sido destinatário de recursos pela empresa"

Moreira Mariz/Agência Senado/Arte UOL
Ivo Cassol, senador por Rondônia

Delatores: Henrique Serrano do Prado Valladares (inquérito 4411)
Suspeita: recebimento de vantagem indevida quando era governador de Rondônia em decorrência de favorecimento nos procedimentos administrativos atinentes à execução das obras da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio.
Crimes: solicitação e recebimento de vantagem indevida
Outro lado: "Vejo isso como retaliação por ter sido contra a isenção de impostos nas obras", disse o senador, fazendo referência à construção das usinas de Jirau e Santo Antônio.

Billy Boss - Câmara dos Deputados
Júlio Lopes, deputado federal pelo Rio de Janeiro

Delatores: Marcos Vidigal do Amaral e Benedicto Barbosa da Silva Júnior
Suspeitas: recebimento de R$ 4 milhões em propinas
Crimes: corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro
Outro lado: O deputado disse que "todas as contas eleitorais foram aprovadas pela Justiça"

Paulo Henrique Lustosa, deputado federal pelo Ceará

Delatores: José de Carvalho Filho e Claudio Mello Filho
Suspeitas: por ocasião da campanha eleitoral do ano de 2010, o parlamentar teria solicitado e recebido o valor de R$ 100 mil, por meio do Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht. A empresa utilizou-se do apelido "Educador" para referir-se ao beneficiário, anotando-se que, na campanha do ano de 2014, ocorreu contribuição por meio de doação oficial
Crimes: falsidade ideológica
Outro lado: "Jamais recebi doação não contabilizada em minhas campanhas eleitorais", declarou o deputado.

Rodrigo Bertoti / Câmara dos Deputados
Mário Negromonte Jr, deputado federal pela Bahia

Delatores: José de Carvalho Filho e Luiz Eduardo da Rocha Soares
Suspeitas: pagamento de doação não contabilizada, no valor de R$ 200 mil na campanha de 2014
Crimes: falsidade ideológica
Outro lado: o deputado não foi encontrado para comentar

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