Os investigados do PSDB

Do UOL, em São Paulo

 

Fernanda Carvalho/O Tempo/Estadão Conteúdo
Aécio Neves, senador por Minas Gerais

Delatores: Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Sérgio Luiz Neves, Marcelo Bahia Odebrecht e Cláudio Melo Filho (inquérito 4444)
Suspeita: pagamento de vantagens indevidas em seu favor e em benefício de seus aliados políticos
Crimes: indícios quanto à prática, em tese, dos crimes de corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro
Outro lado: Por meio de nota, o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, diz considerar importante o fim do sigilo sobre o conteúdo das delações e afirma que "assim será possível desmascarar as mentiras e demonstrar a absoluta correção de sua conduta".

Delatores: Marcelo Bahia Odebretch e Henrique Serrano do Prado Valladares (inquérito 4436)
Suspeita: promessa e pagamento de vantagens indevidas em benefício do senador e do PSDB, objetivando "obter ajuda do parlamentar em interesses da Odebrecht, notadamente nos empreendimentos do rio Madeira, usinas hidroelétricas de Santo Antônio e Jirau", providência efetivada em apontado conluio com a empresa Andrade Gutierrez. Os valores pagos em cada prestação giravam em torno de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões, sendo implementados por meio do Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht, identificando-se o beneficiário pelo apelido "Mineirinho"
Crimes: a existência de indícios mínimos aptos a motivar a abertura de investigação no âmbito dessa Corte sobre o pagamento de vantagens indevidas em benefício do parlamentar Aécio Neves da Cunha, apresentando como possíveis envolvidos, além do referido político, outros particulares
Outro lado: Por meio de nota, o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, diz considerar importante o fim do sigilo sobre o conteúdo das delações e afirma que "assim será possível desmascarar as mentiras e demonstrar a absoluta correção de sua conduta"

Delatores: Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Sérgio Luiz Neves e Marcelo Bahia Odebrecht (inquérito 4423)
Suspeita: em 2014, pagaram, a pedido do senador Aécio Neves, vantagens indevidas a pretexto de campanhas do próprio senador à Presidência da República e de vários outros parlamentares, como Antonio Augusto Junho Anastasia [senador, PSDB-MG], Dimas Fabiano Toledo Júnior [deputado federal, PP-MG] e João Pimenta da Veiga Filho [candidato ao governo de MG em 2014]
Crimes: ocorrência de indícios quanto aos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e corrupção ativa
Outro lado: Por meio de nota, o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, diz considerar importante o fim do sigilo sobre o conteúdo das delações e afirma que "assim será possível desmascarar as mentiras e demonstrar a absoluta correção de sua conduta"

Delatores: Sérgio Luiz Neves e Benedicto Barbosa da Silva Júnior (inquérito 4392)
Suspeita: no início de 2007, o senador Aécio Neves da Cunha, recém-empossado para o segundo mandato de governador do Estado de Minas Gerais, teria organizado esquema para fraudar processos licitatórios, mediante organização de um cartel de empreiteiras, na construção da 'Cidade Administrativa' (ou 'Centro Administrativo') de Minas Gerais, com o escopo último de obter propinas decorrentes dos pagamentos das obras
Crimes: ocorrência de indícios quanto à prática dos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, cartel e fraude a licitações
Outro lado: Por meio de nota, o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, diz considerar importante o fim do sigilo sobre o conteúdo das delações e afirma que "assim será possível desmascarar as mentiras e demonstrar a absoluta correção de sua conduta"

Delatores: Benedicto Barbosa da Silva Júnior e Sérgio Luiz Neves (inquérito 4414)
Suspeita: em 2010, pagaram, a pedido do senador Aécio Neves, vantagens indevidas a pretexto de campanha eleitoral ao governo do Estado de Minas Gerais do hoje senador Antonio Augusto Junho Anastasia. Narra-se o repasse de R$ 5,475 milhões. Os colaboradores também apontam o pagamento, no ano de 2009, de R$ 1,8 milhão a pedido do então governador Aécio Neves e a pretexto de doação eleitoral em favor da campanha ao governo do Estado de Minas Gerais do atual senador Antonio Anastasia
Crimes: indícios quanto à prática dos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e corrupção ativa
Outro lado: Por meio de nota, o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, diz considerar importante o fim do sigilo sobre o conteúdo das delações e afirma que "assim será possível desmascarar as mentiras e demonstrar a absoluta correção de sua conduta"

Alan Marques/Folhapress
Aloysio Nunes Ferreira, ministro das Relações Exteriores

Delatores: Arnaldo Cumplido de Souza Couto, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Carlos Armando Guedes Paschoal, Luiz Eduardo da Rocha Soares, Roberto Cumplido, Fábio Andreani Gandolfo e Pedro Augusto Ribeiro Novis (inquérito 4428)
Suspeita: colaboradores relatam a ocorrência de diversos pagamentos indevidos ao núcleo do PSDB paulista. No total, teriam sido repassados R$ 23,3 milhões. Desse valor, o atual ministro das Relações Exteriores teria recebido R$ 500 mil
Crimes: lavagem de dinheiro, abuso de poder econômico, fraude em licitação, vantagem indevida
Outro lado: o ministro afirma que só vai se manifestar depois que tiver acesso ao teor do inquérito.

André Dusek - 8.jun.2016/Estadão Conteúdo
Antonio Anastasia, senador por Minas Gerais

Delatores: Benedicto Barbosa da Silva Júnior e Sérgio Luiz Neves (inquérito 4414)
Suspeita: em 2010, pagaram, a pedido do senador Aécio Neves, vantagens indevidas a pretexto de campanha eleitoral ao governo do Estado de Minas Gerais do hoje senador Antonio Augusto Junho Anastasia. Narra-se o repasse de R$ 5,475 milhões. Os colaboradores também apontam o pagamento, no ano de 2009, de R$ 1,8 milhão a pedido do então governador Aécio Neves e a pretexto de doação eleitoral em favor da campanha ao governo do Estado de Minas Gerais do atual senador Antonio Anastasia
Crimes: indícios quanto à prática dos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e corrupção ativa
Outro lado: O senador diz que nunca tratou de qualquer assunto ilícito com ninguém.

Alex Ferreira / Câmara dos Deputados
Betinho Gomes, deputado federal por Pernambuco

Delatores: Djean Vasconcelos Cruz e Paul Elie Altit
Suspeitas: Segundo o MP, narram os colaboradores a ocorrência de pagamento de vantagem no âmbito das campanhas eleitorais de Betinho Gomes e "Vado" da Farmácia à Prefeitura Municipal de Cabo de Santo Agostinho/PE, no ano de 2012. Relatam repasses, respectivamente, de R$ 75 mil e R$ 150 mil, transações efetivadas a pedido dos próprios candidatos com objetivo de favorecimento no empreendimento "Reserva do Paiva"
Ainda se esclarece outros pagamentos no ano de 2014, em favor de "Vado" da Farmácia, José Feliciano e Betinho Gomes. Nesse último contexto, mencionam-se as somas de R$ 750 mil a "Vado" da Farmácia e a José Feliciano e R$ 100 mil a Betinho Gomes, também tendo como contrapartida ao Grupo Odebrecht. No total, os políticos teriam recebido R$ 1.075 milhão
Crimes: corrupção ativa e corrupção passiva
Outro lado: O relator da reforma política na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Betinho Gomes (PSDB-PE), afirmou em nota, que está com a "consciência tranquila, com a responsabilidade de quem sabe que não haverá nada que tenha feito que seja ilegal".

André Dusek/Estadão Conteúdo
Bruno Araújo, ministro das Cidades

Delatores: João Antônio Pacífico Ferreira, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Cláudio Melo Filho e Luiz Eduardo da Rocha Soares
Suspeitas: diante da influência do parlamentar, a Odebrecht decidiu manter com ele boa relação, sendo realizados vários repasses financeiros nos anos de 2010 e 2012, a pretexto de doação eleitoral, no valor total de R$ 600 mil, soma não contabilizada. Os delatores ainda dizem que, quando no exercício do cargo de deputado federal, agiu o parlamentar em defesa dos interesses da empresa no Congresso Nacional
Crimes: corrupção passiva, lavagem de dinheiro e corrupção ativa
Outro lado: o ministro admite ter solicitado doações à Odebrecht, mas diz ter seguido a legislação eleitoral para tal. "Atuei de acordo com a minha consciência", destaca ainda o ministro em nota.

Roque de Sá/Agência Senado
Cassio Cunha Lima, senador pela Paraíba

Delatores: Alexandre José Lopes Barradas e Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis
Suspeitas: em meados de 2014, o parlamentar solicitou e recebeu, por meio de um intermediário, o valor de R$ 800 mil. A soma foi repassada ao senador, então candidato ao governo da Paraíba, com a expectativa de receber futura contrapartida e de realizar obra de saneamento naquele Estado. A operação, implementada pelo Setor de Operação Estruturadas do Grupo Odebrecht, não foi contabilizada
Crimes: omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais
Outro lado: o tucano afirma ter recebido uma doação da Braskem, empresa do grupo Odebrecht, na campanha eleitoral de 2014. Mas, segundo ele, essa doação foi "devidamente declarada" em sua prestação de contas. Além disso, Cunha Lima declarou que "a Odebrecht nunca fez obras no tempo em que eu fui prefeito e governador"

Senado
Dalírio Beber, senador por Santa Catarina

Delatores: Paulo Roberto Welzel e Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis
Suspeitas: em 2012, a Odebrecht identificou o candidato a prefeito em Blumenau (SC), aliado de Beber, com chance de êxito. O objetivo era buscar apoio à manutenção dos contratos de saneamento de água e esgoto. Nesse sentido, ocorreu um encontro com o Beber, articulador da campanha de Napoleão Bernardes, ocasião em que foram estabelecidos repasses ao candidato no valor de R$ 500 mil
Crimes: lavagem de dinheiro e vantagem indevida
Outro lado: o senador tucano se diz "indignado, mas completamente tranquilo". Ele destaca não ter tido acesso ao processo e não saber o que lhe foi atribuído para aparecer na lista

Jorge Araújo/Folhapress
José Serra, senador por São Paulo

Delatores: Arnaldo Cumplido de Souza Couto, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Carlos Armando Guedes Paschoal, Luiz Eduardo da Rocha Soares, Roberto Cumplido, Fábio Andreani Gandolfo e Pedro Augusto Ribeiro Novis
Suspeita: colaboradores relatam a ocorrência de diversos pagamentos indevidos ao núcleo do PSDB paulista. No total, teriam sido repassados R$ 23,3 milhões. Alguns valores são discriminados: o diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.), Paulo Vieira Sousa, conhecido como "Paulo Preto" e próximo a Serra, teria recebido R$ 2,2 milhões da Odebrecht em troca de não haver alterações contratuais prejudiciais; delator também relata pagamentos irregulares nas campanhas de 2004 (R$ 2 milhões, Prefeitura de SP), 2006 (R$ 4 milhões, governo de SP), 2008 (R$ 3 milhões, reeleição de Gilberto Kassab para a Prefeitura de SP) e 2010 (R$ 3 milhões, Presidência da República)
Crimes: lavagem de dinheiro, abuso de poder econômico, fraude em licitação, vantagem indevida
Outro lado: em nota, o senador tucano afirma que a abertura do inquérito pelo STF é uma oportunidade de demonstrar que não cometeu nenhuma irregularidade em suas campanhas.

Divulgação/Câmara dos Deputados
Jutahy Júnior, deputado federal pela Bahia

Delatores: José de Carvalho Filho e Benedicto Barbosa da Silva Júnior
Suspeitas: pagamento de R$ 850 mil não contabilizados, nas campanhas eleitorais de 2010 e 2014. Nos mesmos períodos, houve o repasse de R$ 600 mil por doações oficiais
Crimes: falsidade ideológica
Outro lado: O deputado afirma que tem "absoluta convicção" de que o procedimento será arquivado

Eduardo Anizelli/Folhapress
 

Ricardo Ferraço, senador pelo Espírito Santo

Delatores: Sérgio Luiz Neves e Benedicto Barbosa da Silva Júnior
Suspeitas: Pagamento de vantagens não contabilizadas no âmbito da campanha eleitoral de Ricardo Ferraço ao Senado, no ano de 2010. Teriam sido pagos R$ 400 mil
Crimes: falsidade ideológica
Outro lado: O tucano afirmou que ficou perplexo e indignado com a presença de seu nome entre os investigados: "Toda minha campanha foi declarada e como poderão constatar na prestação de contas no TSE, esta empresa não foi doadora. Nunca tratei qualquer assunto com essas pessoas e tampouco autorizei que alguém tratasse. Acionarei esses mentirosos judicialmente para que provem as acusações".

Divulgação
Yeda Crusius, deputada federal pelo Rio Grande do Sul

Delatores: Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, Benedicto Barbosa da Silva Júnior e Valter Luis Arruda Lana
Suspeitas: A Braskem S/A, empresa controlada pelo Grupo Odebrecht, teria feito o pagamento de vantagens na campanha eleitoral da deputada em 2006 e 2010. Esses valores corresponderam, em 2006, a R$ 200 mil, repassados por meio de doação oficial, e R$ 400 mil por meio do Setor de Operações Estruturadas. Em 2010, R$ 600 mil pela via de doações oficiais e R$ 550 mil por meio do referido setor responsável por esses pagamentos não contabilizados. Todos os repasses tinham o objetivo de que a Braskem S/A permanecesse recuperando créditos de ICMS do Rio Grande do Sul
Crimes: corrupção passiva e corrupção ativa
Outro lado: A deputada afirmou que "transparência é fundamental" e que espera que a conclusão dos inquéritos separe o joio do trigo. "Caso contrário cria-se a imagem de que todos os políticos são iguais. E não somos"

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