Maia abre ordem do dia, e comissão da Câmara adia análise de PEC das Diretas

Gustavo Maia

Do UOL, em Brasília

  • Maurício Camargo - 8.set.2016/Eleven/Estadão Conteúdo

    Manifestantes fazem ato contra o presidente Michel Temer (PMDB) e pedem "Diretas Já"

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A sessão da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados que tinha na pauta a votação do relatório da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê eleições diretas para a Presidência da República, exceto a menos de seis meses do fim do mandato, foi encerrada às 16h25 desta terça-feira (23) por conta da abertura da ordem do dia pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O início da sessão no plenário da Câmara suspende automaticamente os trabalhos nas comissões e foi classificado de "sabotagem" por deputados de oposição. Para a abertura da ordem dia, é necessária a presença registrada de 51 deputados no plenário. Quando Rodrigo Maia declarou aberta a sessão, havia 53 deputados no local, segundo informou a Secretaria-Geral da Mesa.

Com a interrupção, o presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), agendou outra reunião para as 10h desta quarta (24). No momento em que a sessão desta terça foi encerrada, os integrantes da comissão discutiam veementemente sobre a votação de um requerimento de obstrução apresentado pelo PP, legenda da base do governo. Em votação simbólica, os oposicionistas chegaram a derrubar a medida, mas os governistas pediram verificação nominal dos votos e a reunião foi encerrada antes que isso acontecesse.

"O presidente Rodrigo Maia sabotou a PEC das Diretas", declarou o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), favorável à proposta.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) lamentou o que chamou de "manobra" do presidente da Casa, e disse que amanhã todas as questões terão que ser enfrentadas na CCJ novamente.

A oposição declarou a intenção de obstruir todas as votações de interesse no governo na Casa. Aliado do presidente Michel Temer (PMDB), Maia, por sua vez, disse que pretende conduzir normalmente as votações.

"Não podemos resumir a discussão nesse Congresso a posições contra e a favor do governo. Por isso qualquer proposta que venha a colocar mais instabilidade na situação não deve ser analisada", declarou o deputado Paulo Henrique Lustosa (PP-CE). Governistas também classificaram a articulação para aprovar a PEC como "vingança" contra Temer.

"Não há casuísmo nenhum, a proposta foi apresentada no ano passado, o parecer já está feito desde o ano passado, e já votamos isso no Código Eleitoral para estados e municípios", defendeu o relator da proposta, deputado Espiridião Amim (PP-SC).

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