Temer está "muito sereno e tranquilo", diz presidente da Câmara

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

  • Evaristo Sá/AFP

    7.jun.2017 - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente Temer em cerimônia no Planalto

    7.jun.2017 - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente Temer em cerimônia no Planalto

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira (8) que o presidente da República, Michel Temer, está "muito sereno e tranquilo" com relação ao julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), retomado na terça (6), que pode cassar o seu mandato.

"O presidente está muito sereno, muito tranquilo. Sabe que o momento é grave e tem respondido nesse momento, faz sua defesa e governando o Brasil", disse Maia, após evento no qual foi condecorado com a Ordem do Mérito da Defesa junto a 12 ministros de Estado, 4 ministros de tribunais e mais de 80 parlamentares, entre outros.

Desde 6 de junho, o TSE voltou a julgar o pedido de cassação da chapa formada pelo PT e PMDB para as eleições presidenciais de 2014, a chamada chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições de 2014. O pedido foi feito pelo PSDB, derrotado no pleito.

Na primeira noite do julgamento, Rodrigo Maia se encontrou com Temer no gabinete do peemedebista no Palácio do Planalto às 19h, horário em que começou a sessão do TSE. A informação foi confirmada no dia pela assessoria da Presidência. No entanto, nesta quinta, Maia negou que tenha assistido ao julgamento ao lado de Temer.

"Naquele dia fui conversar com ele. Quando começou o julgamento, eu tinha um jantar e saí. Não acompanhei", afirmou.

Por presidir a Câmara, Rodrigo Maia é o segundo na linha sucessória e assumiria a Presidência da República temporariamente em caso de queda de Temer. Rejeitados eventuais recursos do peemedebista, ele teria até 30 dias para convocar eleições indiretas.

Planalto preocupado

Outra preocupação do Planalto é o possível envio de denúncia pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra Michel Temer. O presidente já é alvo de inquérito no STF, derivado de delação premiada do empresário Joesley Batista, por suspeita de envolvimento nos crimes de corrupção, obstrução à justiça e organização criminosa.

Se a denúncia realmente for feita, ao chegar na Câmara dos Deputados, Maia tem de encaminhá-la à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) no prazo de duas sessões da Casa. O colegiado terá de indicar um relator. A defesa de Temer terá 10 dias para apresentar seus argumentos. O relator teria então mais cinco sessões para apresentar o voto. Após a votação na CCJ, a denúncia vai ao plenário.

"Nesse caso específico, se acontecer a denúncia, o papel da Presidência [da Câmara] é apenas, nesse primeiro momento, burocrático", minimizou Maia sobre sua participação no processo.

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