STF não vai ignorar clamor por Justiça das ruas, diz Cármen Lúcia

Do UOL, em São Paulo

Em discurso de encerramento da última sessão no plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) neste semestre antes do recesso judiciário, a presidente do tribunal, ministra Cármen Lúcia, agradeceu aos colegas pelo apoio e trabalho duro, fez uma defesa apaixonada do Poder Judiciário e afirmou que "o clamor por Justiça que hoje se ouve em todos os cantos do país não será ignorado em qualquer decisão desta casa".

"Não seremos ausentes aos que de nós esperam uma atuação rigorosa em sua esperança de Justiça, não seremos avaros em nossa ação para garantir a efetividade da Justiça", afirmou a presidente aos colegas no plenário na manhã desta sexta-feira (30).

Na quinta-feira, os ministros terminaram o julgamento sobre a validade da delação premiada da JBS. Eles confirmaram o acordo costurado pela PGR (Procuradoria Geral da República), confirmaram o ministro Edson Fachin como relator e definiram que os termos de uma delação só podem ser revistos em caso de ilegalidade.

Durante o discurso, a presidente da Suprema Corte citou uma fala de 1963 de Antônio Carlos Lafayette de Andrada, ex-presidente do STF, onde ele falava do compromisso do juiz em julgar todos de maneira equânime.

Ela afirmou que a missão histórica do STF é a igual observância da lei para todos os brasileiros, sem distinção de nenhuma espécie, pois "só assim é possível equilíbrio nas relações sociais" e confiança na Justiça.

Ao final da fala, a presidente do STF ainda se emocionou ao dizer que "foi um semestre difícil para mim", no que o ministro Marco Aurélio desejou a ela um recesso menos difícil. O pai de Cármen Lúcia morreu em fevereiro. Ele tinha 98 anos.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que é "testemunha da densidade dos trabalhos do Supremo". No final, o ministro Alexandre de Moraes também agradeceu aos colegas, pelo apoio no primeiro semestre dele como membro da corte.

Sou testemunha da densidade dos trabalhos do Supremo, diz Janot

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