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Witzel diz confiar na Justiça e que prisão de Pezão não afetará transição

O governador eleito Wilson Witzel (à esq.) e o governador do Rio Luiz Fernando Pezão - Carlos Magno / Governo do Rio de Janeiro
O governador eleito Wilson Witzel (à esq.) e o governador do Rio Luiz Fernando Pezão Imagem: Carlos Magno / Governo do Rio de Janeiro

Eduardo Lucizano

Colaboração para o UOL, em São Paulo

29/11/2018 08h36

  • Governador do Rio, Pezão foi preso nesta quinta em operação da PF
  • Vice, Francisco Dornelles assume o governo do Rio
  • Para PGR, há indícios de que Pezão recebeu propina  durante governo
  • Pezão ficará detido em sala especial da prisão da PM em Niterói
  • Futuro governador, Witzel diz que prisão não afetará transição

O governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), disse nesta quinta-feira (29) que a prisão do governador Luiz Fernando Pezão (MDB), preso em operação no âmbito da Lava Jato, não afetará a transição.

"A transição não será afetada. A equipe do governador eleito seguirá trabalhando para mudar e reconstruir o Rio de Janeiro”, disse Witzel por meio de nota.

O futuro governador, que toma posse no dia 1º de janeiro de 2019, afirmou ainda que acredita no trabalho da Justiça e na PF. “Confio na Justiça e na condução dos trabalhos pelo Superior Tribunal de Justiça e pela Polícia Federal”, disse Witzel.

O pedido de prisão preventiva --sem prazo-- foi feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. De acordo com as investigações, Pezão "integra o núcleo político de uma organização criminosa que, ao longo dos últimos anos, cometeu vários crimes contra a administração pública, com destaque para a corrupção e lavagem de dinheiro".

O UOL ainda não conseguiu contato com a defesa do governador. Em citações anteriores, Pezão sempre negou as acusações.

O governador foi alvo de um dos nove mandados de prisão preventiva. A PF também cumpriu outros 30 de busca e apreensão dentro da operação "Boca de Lobo" no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

Pezão teria recebido mais de R$ 25 milhões entre 2007 e 2015, segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República). O valor --que, corrigido pela inflação, passa de R$ 39 milhões-- seria incompatível com o patrimônio declarado pelo governador à Receita. A PGR pediu o sequestro de R$ 39 milhões de bens de Pezão. 

Ao solicitar a prisão do governador, a procuradora-geral mencionou que Pezão foi secretário de Obras e vice-governador de Sergio Cabral (MDB) entre 2007 e 2014, "período em que já foram comprovadas práticas criminosas". Cabral está preso desde 2016.

Dodge, porém, aponta que haveria uma nova descoberta: Pezão teria operado um "esquema de corrupção próprio, com seus próprios operadores financeiros”.

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