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Moro anuncia diretor da Polícia Rodoviária Federal e mais um secretário

Divulgação/Governo de transição
O futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, em entrevista coletiva Imagem: Divulgação/Governo de transição

Felipe Amorim e Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

07/12/2018 13h54Atualizada em 07/12/2018 14h43

O futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, anunciou nesta sexta-feira (7) mais dois integrantes de sua equipe na pasta. O diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal) será Adriano Marcos Furtado, atual superintendente do órgão no Paraná.

A Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor será chefiada pelo advogado Luciano Benetti Timm, do Rio Grande do Sul.

Moro ressaltou o perfil técnico de Furtado e disse que o perfil dele permitirá que a PRF atue em conjunto com os outros órgãos de segurança.

"Ele é um policial de carreira, já ocupou cargos na diretoria aqui em Brasília, então tem uma experiência prévia de gestão, e a gestão dele no Paraná foi muito elogiada pelos seus pares e seus comandados, inclusive pelas parecerias profícuas com a Polícia Federal do Paraná", disse.

"É uma pessoa absolutamente habilitada, um técnico com condições de fazer um bom trabalho e continuar com essa integração das atividades da segurança pública", afirmou o futuro ministro da Justiça.

Sobre a atuação de Benetti Timm, Moro afirmou que a proposta é atuar de forma preventiva, para evitar conflitos entre consumidores e empresas.

"É uma pessoa que tem uma qualidade acadêmica indubitável nessa área, tem mestrado, vários cursos no exterior na área jurídica, com aprofundamento em direito e economia, um advogado bem-sucedido", disse.

"Conversando com ele, embora os Procons no país inteiro tenham tido uma atuação muito importante na proteção do consumidor, há uma intenção de tentar atuar mais preventivamente nesses conflitos entre fornecedores e consumidores, para tentar evitar que isso seja pulverizado em inúmeros conflitos individuais", afirmou Moro.

O futuro ministro disse que na próxima semana deverá anunciar o último indicado para integrar o segundo escalão do ministério, com a definição do futuro secretário Nacional de Justiça.

O anúncio dos novos indicados para o ministério foi feito em entrevista no escritório da equipe de transição, em Brasília.

Moro não respondeu a perguntas dos jornalistas sobre o relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) que apontou movimentações financeiras atípicas de um ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL), filho do presidente eleito e senador eleito pelo Rio de Janeiro.

O Coaf, hoje ligado ao Ministério da Fazenda, deverá ficar subordinado a Moro na pasta da Justiça. A mudança é uma das inovações propostas pelo futuro ministro com a intenção de aprimorar o combate à corrupção.