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Militância se reúne em Curitiba com expectativa da soltura de Lula pelo STF

Vinicius Konchinski/UOL
Diante de sede da Polícia Federal em Curitiba, militância pró-Lula acompanha julgamento do STF sobre a soltura do ex-presidente Imagem: Vinicius Konchinski/UOL

Vinicius Konchinski

Colaboração para o UOL, em Curitiba

2019-06-25T18:13:02

25/06/2019 18h13

A expectativa de uma possível soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez com que organizadores da vigília que o apoia em Curitiba convocasse militantes para uma concentração em frente à sede da PF (Polícia Federal), local em que ele está preso.

Depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu julgar o pedido de liberdade do ex-presidente hoje, simpatizantes começaram a se dirigir ao local, que já reúne dezenas de pessoas.

A maioria delas é integrante do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Muitos vieram em caravanas de diferentes cidades do Paraná para acompanhar o julgamento do recurso de Lula.

No final da tarde, receberam o apoio de militantes de Curitiba, que resolveram ir à vigília na expectativa de que o ex-presidente seja solto por decisão da Suprema Corte.

Bateria comanda manifestantes

A Vigília Lula Livre, até esta semana, reunia cerca de 30 pessoas por dia. Hoje, por conta do julgamento, ela já não acomoda todos os militantes. Muitos deles acompanham as notícias sobre Lula sentados em calçadas no entorno da PF.

Quem ficou do lado de dentro da vigília, que ocupa um terreno alugado em frente à sede da PF, participa de cantos de apoio ao ex-presidente. Uma bateria dita o ritmo da agitação.

Vez por outra apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PSL) passam em frente à PF e provocam os militantes pró-Lula. Ao menos uma discussão já ocorreu por conta disso.

Como não há transmissão do julgamento, a maioria das informações chega via mensagens em aplicativos, site de notícias ou mesmo em rodas de conversa.

Julgamento pegou militância de surpresa

A decisão do STF de julgar o recurso de Lula surpreendeu os militantes. Ontem, uma caravana de cinco ônibus viajou para Curitiba para acompanhar da capital paranaense o julgamento. Após notícias sobre um adiamento circularem, dois desses ônibus deixaram à cidade.

Uma caravana de militantes que vinha de Brasília em três ônibus desistiu da viagem após a divulgação de notícias sobre um adiamento.

A própria Vigília Lula Livre chegou a convocar um ato em frente à sede da Justiça Federal do Paraná para pressionar para que o STF julgasse o recurso de Lula levando em conta a possibilidade de adiamento. O Supremo tomou a iniciativa antes do protesto que julgaria o recurso, esvaziando o ato.

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