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Bolsonaro rebate Rui Costa e vê "provável execução" em morte de miliciano

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) - Marcos Corrêa/PR
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) Imagem: Marcos Corrêa/PR

Do UOL, em São Paulo

15/02/2020 21h16Atualizada em 16/02/2020 08h55

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) divulgou nota, na noite deste sábado (15), rebatendo críticas do governador baiano, Rui Costa (PT), e questionando a atuação da Polícia Militar do estado na morte do ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Especiais) Adriano da Nóbrega. Bolsonaro disse que a morte de Adriano foi uma "provável execução sumária" e "queima de arquivo".

Adriano foi morto no último final de semana em Esplanada, a cerca de 160 quilômetros de Salvador. Ele era acusado de comandar uma milícia no Rio. No passado, recebeu homenagens oficiais da família Bolsonaro.

"A atuação da PMBA, sob tutela do governador do Estado, não procurou preservar a vida de um foragido, e sim sua provável execução sumária, como apontam peritos consultados pela revista Veja. É um caso semelhante à queima de arquivo do ex-prefeito Celso Daniel, onde seu partido, o PT, nunca se preocupou em elucidá-lo, muito pelo contrário", afirmou.

'Laços de amizade com bandidos'

O presidente também afirmou, na nota, que Rui Costa "mantém fortíssimos laços de amizade com bandidos condenados", referindo-se ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"O atual governador da Bahia, Rui Costa, não só mantém fortíssimos laços de amizade com bandidos condenados em segunda instância, como também lhes presta homenagens, fato constatado pela sua visita ao presidiário Luiz Inácio Lula da Silva, em Curitiba, em 27 junho de 2019", disse na nota.

Troca de farpas entre os dois

Mais cedo, Rui Costa havia dito que "a Bahia luta contra e não vai tolerar nunca milícias nem bandidagem" e que havia "laços de amizade" entre a Presidência e Adriano da Nóbrega.

O governador escreveu em sua rede social que, na Bahia, "a determinação é cumprir ordem judicial e prender criminosos com vida". "Mas se estes atiram contra pais e mães de família que representam a sociedade, os mesmos têm o direito de salvar suas próprias vidas, mesmo que os marginais mantenham laços de amizade com a Presidência", publicou.

Mais cedo, Bolsonaro havia ligado a morte de Adriano ao governo baiano. "Quem é o responsável pela morte do capitão Adriano? PM da Bahia, do PT. Precisa falar mais alguma coisa?", disse Bolsonaro, em evento no Rio. O ministro da Justiça, Sergio Moro, também chegou a ligar a morte do ex-capitão do Bope ao governo estadual da Bahia.

Leia nota do presidente Jair Bolsonaro na íntegra:

O atual governador da Bahia, Rui Costa, não só mantém fortíssimos laços de amizade com bandidos condenados em segunda instância, como também lhes presta homenagens, fato constatado pela sua visita ao presidiário Luís Inácio Lula da Silva, em Curitiba, em 27 junho de 2019.

Este Presidente, ao inaugurar o aeroporto de Vitória da Conquista, em 23 de julho de 2019, teve negada, por parte do governador, a presença da Polícia Militar da Bahia, para prestar apoio nas medidas de segurança para a população.

A atuação da PMBA, sob tutela do governador do Estado, não procurou preservar a vida de um foragido, e sim sua provável execução sumária, como apontam peritos consultados pela revista Veja. É um caso semelhante à queima de arquivo do ex-prefeito Celso Daniel, onde seu partido, o PT, nunca se preocupou em elucidá-lo, muito pelo contrário.

O então tenente Adriano foi condecorado em 2005. Até a data de sua execução, 09 de fevereiro de 2020, nenhuma sentença condenatória transitou em julgado em desfavor do mesmo.

É irônico o governador petista falar de más companhias quando, nos últimos anos, os principais dirigentes nacionais do PT foram condenados e presos na Operação Lava Jato.

Os brasileiros honestos querem os nomes dos mandantes das mortes do prefeito Celso Daniel, da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, do ex-capitão Adriano da Nóbrega, bem como os nomes dos mandantes da tentativa de homicídio a Jair Bolsonaro.

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