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Notícia falsa faz Bolsonaro ironizar governadores e criticar isolamento

O presidente Jair Bolsonaro - Andressa Anholete/Getty Images
O presidente Jair Bolsonaro Imagem: Andressa Anholete/Getty Images

Hanrrikson de Andrade e Carla Araújo

Do UOL, em Brasília

27/03/2020 09h52Atualizada em 27/03/2020 11h31

Crítico do isolamento social em decorrência do coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ironizou hoje os governadores com base em uma notícia falsa que vem se espalhando pelas redes.

A corrente indica que o chefe do Executivo do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), poderia reabrir o comércio e retomar as atividades na próxima segunda-feira (30).

Ao UOL, Ibaneis afirmou que se trata de uma notícia falsa. "Fake", respondeu ele. Ainda esclareceu que a ordem de fechamento seguirá até o dia 5 de abril, conforme havia sido determinado inicialmente. "Será mantido até quando se mostrar necessário", acrescentou. O governador deve se manifestar publicamente até o fim da manhã.

Ao deixar o Alvorada, na manhã de hoje, Bolsonaro afirmou:

"Ibaneis vai abrir tudo segunda-feira, é isso? Olha a minha cara de tristeza aqui."

"Ó, tem um artigo na CLT que diz que todo empresário, comerciante, que for obrigado a fechar seu estabelecimento por decisão do respectivo chefe do Executivo, os encargos trabalhistas quem paga é o governador e o prefeito, tá ok? Fecharam tudo. Era uma competição de quem ia faturar mais."

Bolsonaro tem travado um duelo público com os governadores devido à crise provocada pela epidemia do coronavírus. Na visão do presidente, os chefes dos estados estão prejudicando a economia por decidirem pelo isolamento social da população, medida de prevenção para que o coronavírus não se espalhe ainda mais.

A reclusão, com o fechamento do comércio e interrupção da rotina nas cidades brasileiras, tem o aval das autoridades de saúde e é endossada pelo próprio Ministério da Saúde de Bolsonaro. Além disso, está em consonância com as orientações da OMS (Organização Mundial de Saúde).

Para Bolsonaro, no entanto, o ideal é que escolas sejam reabertas, assim como as atividades comerciais. O presidente diz estar preocupado com a manutenção dos empregos e o fôlego da economia.

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