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Bolsonaro nega mudança de tom sobre coronavírus em pronunciamento

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) - Andressa Anholete/Getty Images
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) Imagem: Andressa Anholete/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

02/04/2020 07h40

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) negou ontem ter mudado o tom sobre a pandemia do novo coronavírus em seu último pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV na terça-feira (31) e voltou a atacar a imprensa ao dizer que parte dela contribui para disseminar o pânico na população.

"Não há mudança de tom quando se fala em salvar vidas após alertar sobre histeria, como sugere determinada emissora. Ela sabe que ambos são problemas coexistentes e que precisam ser combatidos pelo bem estar do Brasil, mas prefere tentar enganar a população", escreveu o presidente no Twitter.

Em pronunciamento na semana passada, Bolsonaro afirmou que a imprensa encontrou "o cenário perfeito" para que a histeria se espalhasse pelo país e chamou o vírus de "gripezinha". No último, no entanto, admitiu que o coronavírus "é uma realidade" e falou novamente sobre o que considera ser sua missão: salvar vidas sem deixar para trás os empregos.

"Estamos, desde o início, reforçando nosso sistema de saúde e dando total apoio aos estados e municípios do Brasil para salvar vidas e proteger empregos, ao mesmo tempo em que combatemos o pânico disseminado por todo país com grande contribuição de parte da imprensa", acrescentou ele na rede social.

Na manhã de terça-feira, o presidente mais uma vez estimulou apoiadores para que hostilizassem e xingassem os repórteres que acompanhavam a fala dele na saída do Palácio da Alvorada.

Também na rede social, Bolsonaro disse ainda que "se todos colaborarem, inclusive aqueles que trabalham mais interessados em poder do que na vida das pessoas, na manutenção de seus empregos e no bem estar do país, os problemas serão enfrentados de forma mais eficiente e o Brasil sairá ainda mais forte dessa tempestade".

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