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Bolsonaro chama Doria de 'patife' por restrições; governador responde

Do UOL, em São Paulo e em Brasília

10/04/2021 12h25Atualizada em 10/04/2021 18h49

Sem compromisso oficial na agenda para hoje, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi de moto a uma comunidade perto de Brasília onde visitou uma família de venezuelanas, comeu em padaria e visitou uma igreja. Ele voltou a criticar as restrições mais duras para a circulação de pessoas e o fechamento de comércio em alguns estados devido à pandemia do coronavírus, além de chamar o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de "patife".

"Viver num país que um governador como o de São Paulo faz um decreto que fecha tudo. O comércio de São Paulo está todo à venda ou passando o ponto. O pessoal do Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) me falou que não plantam mais tomate porque não estão vendendo, os bares, restaurantes fecharam... Quando voltar a abrir, o preço do tomate vai estar caro, aí o governador vai culpar a inflação para cima de mim. Então esses, como esse patife, querem é quebrar o estado, quebrar o Brasil para depois apontar o responsável. Esse patife que usou meu nome para se eleger", disse Bolsonaro.

No meio da tarde, o perfil do governador no Twitter postou uma mensagem em resposta ao presidente. "Calma Jair Bolsonaro. Pelo jeito, a primeira dose da vacina antirrábica não foi suficiente. É muito amor pela minha calça apertada", diz o post.

Durante a semana, o perfil já havia citado a vacina antirrábica, usada contra a raiva, para responder outro comentário do presidente. Na última quinta-feira (8), a Folha de S. Paulo noticiou que Doria foi chamado de "vagabundo" pelo presidente em um jantar com empresários e parte dos ministros em São Paulo.

"Calma, Jair Bolsonaro. Além da Coronavac, o Butantan é especialista na antirrábica. Fique tranquilo, vou te vacinar", disse o governador na rede social.

"Brasil não é a Venezuela"

O presidente visitou o bairro Morro da Cruz, em São Sebastião (DF), comunidade perto de Brasília, e entrou na casa de uma família de venezuelanas. Durante todo o tempo da visita, transmitida em sua página do Facebook, ele não usou máscara. A elas, disse que "o Brasil não vai virar uma Venezuela".

"Nós amamos os venezuelanos, são tratados da melhor forma possível. Você quer que a sua família um dia saia do Brasil e vá para outro país para fugir de um regime autoritário? Vocês estão tendo uma experiência do que é ditadura com essa política do fica em casa, toque de recolher, não pode ir à praia, não pode fazer mais nada. Não é para salvar você. É uma política para sufocar a economia e acabar com o Brasil de vez", completou Bolsonaro.

Bolsonaro ainda disse ser chamado de "ditador' por quem "acha bonito o que está acontecendo na Venezuela". "Não teve um momento que eu fugisse das quatro linhas da Constituição. Os que me acusam fogem. Vocês vêm da Venezuela para cá, mas ninguém vai do Brasil para a Venezuela", completou.

Bolsonaro volta a criticar decisão do STF sobre cultos

O presidente voltou a criticar a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que permitiu que governadores e prefeitos estabelecessem medidas de enfrentamento da pandemia independente do governo federal e chamou de "absurdo dos absurdos" a decisão da Corte que permitiu que governadores e prefeitos vetem a realização presencial de cultos e missas.

"Lamento superpoderes que o Supremo Tribunal Federal deu a governadores e prefeitos para fechar inclusive salas, igrejas, de cultos religiosos. É um absurdo dos absurdos. É o artigo quinto da Constituição. Não vale o artigo quinto da Constituição, não tá valendo mais, tá valendo o decreto do governador lá na frente", declarou.

Ainda de acordo com ele, as restrições ao comércio imposta pelos governadores é uma forma de "empobrecer a população para depois dominá-la".

Segundo Bolsonaro, ele tem o "poder para, numa canetada, fazer o lockdown no Brasil todo", mas afirmou que isso não será feito. "O nosso Exército não vai para a rua obrigar o povo a ficar em casa."

Ele ainda afirmou que, por causa de medidas mais restritivas de circulação implementadas por parte dos governadores e prefeitos, daqui a pouco "não vai ter arrecadação" para pagar os salários de servidores públicos.

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