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PR: Vereador é expulso do Cidadania após ataque homofóbico a Paulo Gustavo

Vereador de Maripá Donaldo Seling, expulso do Cidadania por homofobia  - Reprodução/Facebook Câmara Municipal de Maripá
Vereador de Maripá Donaldo Seling, expulso do Cidadania por homofobia Imagem: Reprodução/Facebook Câmara Municipal de Maripá

Do UOL, em São Paulo

09/06/2021 15h53Atualizada em 09/06/2021 16h20

O vereador de Maripá (PR) Donaldo Seling foi expulso ontem do Cidadania por ter feio ataques homofóbicos contra Paulo Gustavo um dia antes da morte do ator. Em reunião do diretório estadual do partido no Paraná, a expulsão de Seling foi aprovada por unanimidade.

O parlamentar deu declarações homofóbicas em uma sessão da Câmara Municipal de Maripá no último dia 3 de maio, véspera da morte de Paulo Gustavo por complicações da covid-19, após passar quase dois meses internado no Rio de Janeiro.

Seling atacou o ator e o seu marido Thales Bretas ao fazer uma fala sobre o Dia das Mães, comemorado em 9 de maio (veja nos vídeos abaixo). Na Câmara da cidade, que fica a cerca de 500 quilômetros da capital Curitiba, o vereador falou durante uma sessão após outra parlamentar ter homenageado homens que cumprem o papel de mãe.

"[Tem] o marido e o outro é marido também, nós não podemos pregar esse tipo de coisa. Tem que saber quem que seria a mulher dos dois, para poder agradecê-lo no Dia dos Pais", disse Seling, que se referiu diretamente a Paulo e Thales, pais de dois filhos.

"Aí você vê uma notícia: o ator Gustavo — Gustavo é homem, né? — internado com covid, e seu marido torcendo pela melhora dele. Nós estamos tendo um desentendimento, na minha opinião. Essa coisa moderna não serve para mim", afirmou o parlamentar.

"Nós não podemos perder o que há no coração de uma mãe, o que a há de mais bonito numa família unida. Pai e mãe, não marido com marido, ou marida, não sei como se fala essa porcaria, de tanto que odeio isso", acrescentou.

O discurso de ódio motivou um relatório da comissão de ética do Cidadania, que recomendava a expulsão do vereador. A conclusão do documento foi que as declarações do vereador vão contra o estatuto da legenda e "seus programas na luta por uma sociedade mais justa, paritária e respeitosa, principalmente das minorias em todas as suas frentes de representação".

O UOL fez contato com o vereador para pedir um posicionamento sobre a expulsão. Assim que tiver uma resposta, ela será incluída neste texto.

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