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Queiroga diz que Brasil ainda está distante de pôr fim à pandemia da covid

6.mai.2021 - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em depoimento à CPI da Covid no Senado - Jefferson Rudy/Agência Senado
6.mai.2021 - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em depoimento à CPI da Covid no Senado Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado

Do UOL, em São Paulo*

19/07/2021 10h15Atualizada em 19/07/2021 16h09

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse hoje que o Brasil precisa acelerar a campanha de vacinação contra a covid-19, pois o país ainda está "distante de pôr fim à pandemia" em razão de desafios, como a disseminação da variante delta pelo território nacional.

"Neste momento o que nós precisamos acelerar a nossa campanha de vacinação e é o que nós temos feito. Os resultados já começam a aparecer na redução do número de casos, redução das internações, menor pressão sobre o sistema de saúde, mas nós ainda estamos distantes de pôr fim à pandemia. Existem desafios como, por exemplo, o enfrentamento a possíveis variantes desse vírus", declarou o ministro a jornalistas com transmissão da GloboNews.

Queiroga citou a disseminação da variante delta, identificada pela primeira vez na Índia, que tem alta velocidade de transmissão entre a população. Segundo o Ministério da Saúde, há ao menos 97 casos identificados no país dos quais cinco resultaram em mortes. O Rio de Janeiro é o estado com o maior número de casos dessa cepa.

"A variante delta, que tem sido diagnosticado outros casos no Brasil ainda não são tantos, mas não quer dizer que só tem esses que foram diagnosticados, né? Então é por isso que nós devemos manter a nossa campanha de vacinação fortemente como está seguindo e vencer a covid-19."

O ministro também elogiou a autorização da Anvisa para o início do estudo clínico para avaliar a segurança e eficácia do medicamento proxalutamida na redução da infecção viral e no processo inflamatório causado pelo coronavírus.

A medicação foi citada ontem pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como tratamento da covid-19, no entanto, esse é mais um medicamento sem eficácia científica comprovada apoiado pelo atual mandatário.

"O presidente [me disse por telefone] que estava bem, perguntou sobre a campanha de vacinação, como é que nós poderíamos avançar com a campanha, falou do interesse de se estudar novos medicamentos, abordou a questão da proxalutamida. O presidente externa esse grande desejo de ter novas alternativas de tratamento [da covid-19]", afirmou.

Queiroga completou dizendo que é preciso achar outras formas de combate ao novo coronavírus além da vacina. "Outras pessoas vão continuar a apresentar covid-19 mesmo fora do ambiente pandêmico então é necessário ter alternativas terapêuticas."

O Brasil ultrapassou ontem a marca de 33,8 milhões de pessoas que completaram a vacinação contra a covid-19. Até o momento, a segunda dose ou a dose única da Janssen foram aplicadas em 33.845.415 habitantes, o equivalente a 15,98% da população nacional. Os dados foram levantados pelo consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, com base nas informações fornecidas pelas secretarias estaduais de saúde.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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