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Política

Freixo: É importante ter ato com Lula, FHC e Ciro juntos contra o Bolsonaro

Do UOL, em São Paulo

15/09/2021 14h11Atualizada em 15/09/2021 15h55

O deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ) confirmou hoje, durante o UOL News, um novo ato contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) marcado para o dia 2 de outubro. O parlamentar afirmou que ter Fernando Henrique Cardoso, Lula (PT) e Ciro Gomes (PDT) na manifestação seria "importante".

"Seria muito importante. Eu acho que se a gente puder ter FHC, Ciro, Lula, PSDB, acho muito importante. E lá para a frente, na eleição, cada um vai estar em um lugar ou alguns vão estar mais próximos. Faz parte. Não é um processo eleitoral, [o próximo ato] é uma defesa para que a gente tenha eleição."

Segundo o deputado, a próxima manifestação começará pela manhã nos estados e à tarde terá uma concentração de grande ato em São Paulo.

Para Freixo, o ato contra o chefe do Executivo não pode ser um "tribunal do passado" entre os políticos e se tornar palco de desavenças por questões eleitorais.

"Ele [próximo ato] tem que ser uma garantia do futuro. Eu acho que esse raciocínio que tem que ser importante. Não temos que fazer um movimento de tribunal do passado. De juízes e réus. Não. Temos que ter a maturidade do diálogo para permitir que a gente continue divergindo. Hoje, o Bolsonaro representa essa ameaça. A ruptura da democracia."

Após reunião com representantes e presidentes de dez partidos e centrais sindicais dentro do Congresso Nacional, na tarde de hoje, Freixo declarou que o mote do próximo ato será as pautas sobre o custo de vida dos brasileiros, do desemprego, do custo do gás e da democracia.

"Tem que unificar todo mundo. Bolsonaro não está derrotado ainda. Bolsonaro é o presidente. O mal que ele pode fazer ao Brasil ainda é muito grande. Nós temos um ano pela frente antes da eleição. Então é importante que a gente olhe pro povo, entenda o que o povo está sofrendo e o quanto é necessário derrotar Bolsonaro. Essa não é uma aliança eleitoral, não é uma aliança para montar governo. Essa é uma aliança para derrotar uma ameaça de ditadura e isso tem que ficar claro", afirmou.

Na entrevista, o deputado federal reforçou que o ato deverá ser amplo e que todos aqueles que defendem a democracia serão chamados para compor o grupo contra Bolsonaro.

"A ideia é que o ato possa ser amplo. Todos que defendem a democracia, todos que defendem a Constituição, todos que entendem que Bolsonaro não tem condições de governar esse país porque ele está matando as pessoas, seja através da falta de vacina, da falta de comida, essas pessoas têm que estar na rua. Não é um palanque eleitoral. É um palanque de defesa da democracia e da vida."

O deputado ainda explicou que o ato do dia 2 de outubro não será uma prévia do dia 15 de novembro, feriado de Proclamação da República, data em que está prevista mais atos contra o atual presidente.

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