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Sergio Camargo apaga post dizendo que 'vai torturar' e diz homenagear Ustra

Sergio Camargo foi suspenso das atividades de gestão de pessoas da Fundação Palmares, acusado de assédio moral e perseguição ideológica - Gabriela Biló/Estadão Conteúdo
Sergio Camargo foi suspenso das atividades de gestão de pessoas da Fundação Palmares, acusado de assédio moral e perseguição ideológica Imagem: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

21/10/2021 16h50

O presidente da Fundação Palmares, Sergio Camargo, comentou hoje no Twitter a decisão que o mantém afastado da gestão de pessoas do órgão, dizendo: "Vou torturar sim, já que não posso nomear. Black Ustra".

Pouco depois, a mensagem foi excluída, mas foi capturada pelo site Poder360. Camargo compartilhou uma imagem com a chamada da matéria e disse ter apagado o tuíte em memória de Brilhante Ustra.

"Em respeito à memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, retirei a postagem jocosa", escreveu.

Carlos Brilhante Ustra foi chefe do DOI-CODI, órgão de repressão durante a ditadura militar. Mais de 30 anos depois, em 2008, ele foi condenado pela Justiça por sequestro e tortura.

Camargo foi afastado das atividades de gestão de servidores por uma liminar da Justiça do Trabalho mais cedo neste mês, acusado de assédio moral e perseguição ideológica. O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região rejeitou ontem um recurso da Fundação pela derrubada da liminar.

"Há vasta produção probatória, fazendo, inclusive, registro dos diversos depoimentos colhidos para concluir pela configuração de assédio moral, cyberbulling, no ambiente de trabalho", disse o desembargador do Trabalho Brasilino Santos Ramos, que assina a decisão.

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