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Villa: Interesse do gabinete do ódio em espionagem mostra 'cenário sombrio'

Do UOL, em São Paulo

17/01/2022 14h02Atualizada em 17/01/2022 14h08

Na avaliação do historiador Marco Antonio Villa, colunista do UOL, o interesse do grupo conhecido como gabinete do ódio em querer comprar a nova ferramenta espiã intitulada DarkMatter mostra que o cenário para as eleições de 2022 "é sombrio".

"Eles (gabinete do ódio) teriam comprado esse equipamento com o objetivo de querer desqualificar o processo eleitoral", assim como jornalistas, lideranças partidárias e candidatos, disse Villa ao UOL News, programa do Canal UOL.

Não é exagero dizer que temos no Palácio do Planalto uma organização criminosa. Marco Antonio Villa, historiador, em entrevista ao UOL News - Tarde

O interesse do gabinete do ódio, nome dado ao grupo que, atuando no e para o Palácio do Planalto, difunde desinformação e ataques a adversários políticos do presidente Jair Bolsonaro (PL), na ferramenta foi reportado hoje em primeira mão pelo UOL.

O integrante do gabinete do ódio, cujo nome não se sabe, que conversou com um representante da DarkMatter em novembro de 2021 responde extraoficialmente ao vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente.

Fontes ligadas ao GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e à Abin (Agência Brasileira de Inteligência) disseram à reportagem que o gabinete do ódio também tem mantido conversas com a empresa suíça Polus Tech, também dona de uma ferramenta espiã.

As duas negociações ainda não foram finalizadas. Caso o grupo consiga acesso a uma das ferramentas, poderá utilizá-la para espionar opositores, jornalistas e críticos variados em ano eleitoral.

Na avaliação de Villa, Bolsonaro "sabe que a sua candidatura [para a eleição presidencial de 2022] está derretendo e vai aprontar muita coisa para destruir o Brasil". "E uma das tentativas é justamente isso: conturbar o processo eleitoral", afirmou.