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Estudo com múmias mostra que endurecimento das artérias era frequente

O estudo de múmias de diferentes regiões mostra que a aterosclerose era frequente no mundo antigo - Reuters/The Lancet
O estudo de múmias de diferentes regiões mostra que a aterosclerose era frequente no mundo antigo Imagem: Reuters/The Lancet

Do UOL

Em São Paulo

11/03/2013 11h31

O endurecimento das artérias é considerado uma doença contemporânea, relacionada a fatores de risco como tabagismo, obesidade e falta de exercício. No entanto, o estudo de 137 múmias de diferentes regiões geográficas mostra que o problema era frequente no mundo antigo.

O estudo, publicado no periódico The Lancet, foi apresentado no encontro anual do American College of Cardiology, em São Francisco, nos EUA, no último fim de semana. 

Um grupo internacional de pesquisadores usou tomografia computadorizada para procurar os sinais característicos da aterosclerose (calcificação vascular, ou acúmulo de placas ao longo das paredes das artérias)  em múmias de civilizações antigas do Egito, do sudoeste da América e do Alasca.

Em alguns casos, a estrutura arterial não tinha sobrevivido à mumificação, mas a placa calcificada ainda estava presente em locais onde as artérias deveriam estar.

No geral, os pesquisadores descobriram que mais de um terço (34%) das múmias examinadas tinham sinais prováveis ou definitivos de aterosclerose. Tal como acontece com populações modernas, eles descobriram que indivíduos mais velhos eram mais propensos a ter a doença (quando era possível estimar a idade das múmias). 

  • As múmias foram submetidas a exames de tomografia

Embora uma pesquisa anterior já tivesse revelado a presença de aterosclerose em uma proporção significativa de múmias egípcias, este é o primeiro estudo a olhar para os sinais de endurecimento arterial em múmias de diferentes regiões do mundo, com estilos de vida distintos e de épocas diferentes.

Os resultados são particularmente importantes porque parecem contrariar a ideia de que a prevalência da aterosclerose em múmias egípcias teria relação com o fato de que, lá, os indivíduos mumificados tinham alto nível socioeconômico e, portanto, mais fatores de risco para a doença, como a ingestão excessiva de gordura. 

 "O fato de que nós encontramos níveis semelhantes de aterosclerose em todas as culturas estudadas sugere que a aterosclerose pode ter sido muito mais comum no mundo antigo do que se pensava anteriormente", afirma o professor Randall Thompson, do instituto Saint Luke's Mid America Heart, em Kansas City, nos EUA.

Professor Thompson acrescenta que a descoberta pode derrubar a hipótese de que imitar o estilo de vida pré-industrial seria uma forma de evitar a aterosclerose. Segundo ele, o estudo mostra que o entendimento dos médicos sobre as causas da doença está incompleto, e que o problema pode ser inerente ao processo de envelhecimento. 

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