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EUA começam testes com vacina experimental contra ebola em humanos

Do UOL, em São Paulo

02/09/2014 16h46

Testes com uma vacina experimental contra o ebola começaram a ser feitos esta semana em voluntários no centro clínico do National Institutes of Health, em Maryland, nos Estados Unidos.

Pelo menos 20 adultos saudáveis, com idades entre 18 e 50 anos, divididos em dois grupos de dez participantes, receberão uma única injeção da vacina durante essa semana. 

A vacina é bivalente, isto é, tem em sua composição fragmentos dos vírus ebola zaire e ebola sudão, que, em vez de causarem a infecção por ebola, em tese, causariam uma resposta imune ao indivíduo que for toma-la.

Saiba mais sobre ebola

  • O que é o ebola?

    A doença é causada pelo vírus ebola e, no surto atual, já matou quase a metade dos pacientes diagnosticados com a doença. Tem sintomas como febre, vômito, diarreia e hemorragia.

  • Como se contrai o vírus?

    O ebola é transmitido pelo contato direto com sangue e fluídos corporais (suor, urina, fezes e sêmen) de pessoas contaminadas e de tecidos de animais infectados.

  • Quais países têm mais casos de ebola?

    Guiné, Libéria e Serra Leoa vivem surtos de ebola. Na Nigéria houve casos da doença, mas o vírus deixou de ser ameaça no país. EUA e alguns países europeus resgataram compatriotas infectados para tratamento.

  • Quem tem mais risco de contrair a doença?

    Parentes dos pacientes e os profissionais de saúde que tratam os pacientes com ebola são os indivíduos em maior situação de risco. Mas, qualquer pessoa que se aproxime de infectados ou de seus corpos sem vida se coloca em risco.

  • O ebola tem cura?

    Não há remédio que cure o ebola propriamente. Existem apenas medicamentos e vacinas experimentais sendo testadas no Canadá, nos Estados Unidos e na África, que surtiram o efeito desejado, isto é, zeraram a carga viral dos infectados. Quem sobreviveu ao tratamento continuará sendo monitorado por um tempo.

É a disseminação do ebola zaire responsável pela epidemia de ebola que acomete Serra Leoa, Guiné, Libéria, Nigéria e Senegal. O surto já deixou mais de 3.000 infectados e mais de 1.500 mortos de fevereiro a setembro, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

A vacina passa pela fase um de ensaios clínicos, em um total de três até que chegue a população. Nessa etapa, as doses são testadas apenas em um pequeno grupo de pessoas para avaliar sua segurança e a resposta imune que provoca.

Segundo o NIH, com sede em Bethesda, não há risco dos voluntários contraírem ebola ao tomarem a vacina.

"Há necessidade urgente de uma vacina protetora do ebola, e é importante estabelecer que ela seja segura e estimule o sistema imunológico a reagir de uma forma necessária para proteger contra a infecção", disse Anthony S. Fauci, diretor do NIH.

A criação da vacina foi feita pelo NIH junto com o Instituto de Pesquisa Médica do Exército dos EUA e da empresa de biotecnologia suíça-italiana Okairos, adquirida pela GSK em 2013.

A mesma vacina será testada em voluntários no Reino Unido, na Gâmbia e no Mali, com ensaios de fase um liderados por pesquisadores da Universidade Oxford.

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