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Segundo exame em africano tem resultado negativo para ebola, diz governo

Do UOL, em São Paulo

13/10/2014 16h27Atualizada em 17/10/2014 15h06

O resultado do segundo exame do guineano Souleymane Bah, 47, foi negativo para o vírus ebola. O teste foi realizado no Instituto Evandro Chagas, no Pará, mas o africano está internado em hospital da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Rio de Janeiro, depois de ser transferido de Cascavel (PR) na noite de sexta-feira (10). A informação foi dada pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro.

"A suspeita está descartada e o paciente será liberado da Fiocruz quando tiver alta. Recebemos há pouco o resultado do laboratório que confirma o resultado negativo para ebola", informou o ministro.

Um primeiro exame de Bah já havia dado negativo para a doença cuja epidemia já matou mais de 4.000 pessoas, a maioria na África ocidental. Um segundo exame para comprovar casos de ebola faz parte do protocolo preconizado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), no qual é exigido que a suspeita de ebola seja comprovada em dois exames feitos com 48 horas de diferença.

Segundo o ministro, além de Bah, outras 64 pessoas que estavam sendo monitoradas por terem tido contato com o africano serão liberadas.

"O caso será descartado por meio da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde)", disse Chioro.

O ministro disse manterá as medidas de prevenção da doença no país.

“Todas as medidas de prevenção e de vigilância em relação aoebola permanecem. Ao mesmo tempo que passamos tranquilidade à população, entendemos que se trata de uma enfermidade de risco pequeno, mas que não podem ser descartadas as medidas de prevenção”, afirmou o ministro.

Chioro afirmou, também, que vai aperfeiçoar medidas de prevenção em material conjunto com o Ministério do Turismo e prometeu que aumentará ações junto às Capitanias dos Portos e Ministério da Defesa, levando em conta o início da temporada de cruzeiros no país.

"É importante falar que nós não podemos relaxar das ações de vigilância que já estamos desenvolvendo", disse Chioro.

Mais sobre o ebola

Preconceito

O ministro pede para que os brasileiros tratem Bah e seu compatriotas sem preconceito.

"Pedimos a todos os brasileiros que não manifestem qualquer tipo de preconceito com este ou qualquer cidadão", Chioro.

"Nossa principal arma é manter as pessoas informadas, até para que não exista preconceito", completou.

O africano saiu da Guiné em 19 de setembro, chegou ao Brasil por Guarulhos (SP) e, depois seguiu de ônibus até a Argentina. Ao voltar ao Brasil, permaneceu em Cascavel, no interior do Paraná, onde procurou por atendimento em uma UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) reclamando de febre e mal-estar na última quinta-feira (9).

Saiba mais sobre ebola

  • O que é o ebola?

    A doença é causada pelo vírus ebola e, no surto atual, já matou quase a metade dos pacientes diagnosticados com a doença. Tem sintomas como febre, vômito, diarreia e hemorragia.

  • Como se contrai o vírus?

    O ebola é transmitido pelo contato direto com sangue e fluídos corporais (suor, urina, fezes e sêmen) de pessoas contaminadas e de tecidos de animais infectados.

  • Quais países têm mais casos de ebola?

    Guiné, Libéria e Serra Leoa vivem surtos de ebola. Na Nigéria houve casos da doença, mas o vírus deixou de ser ameaça no país. EUA e alguns países europeus resgataram compatriotas infectados para tratamento.

  • Quem tem mais risco de contrair a doença?

    Parentes dos pacientes e os profissionais de saúde que tratam os pacientes com ebola são os indivíduos em maior situação de risco. Mas, qualquer pessoa que se aproxime de infectados ou de seus corpos sem vida se coloca em risco.

  • O ebola tem cura?

    Não há remédio que cure o ebola propriamente. Existem apenas medicamentos e vacinas experimentais sendo testadas no Canadá, nos Estados Unidos e na África, que surtiram o efeito desejado, isto é, zeraram a carga viral dos infectados. Quem sobreviveu ao tratamento continuará sendo monitorado por um tempo.