HC da Unicamp suspende internação de crianças com viroses graves

Fabiana Marchezi

Do UOL, em Campinas (SP)

  • Caius Lucilius / HC

     De acordo com nota divulgada pelo hospital, a medida foi tomada por precaução, uma vez que a Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica tem capacidade para atender 10 pacientes e hoje a ala infantil já acolhe 21 crianças, ou seja, o dobro de sua capacidade

    De acordo com nota divulgada pelo hospital, a medida foi tomada por precaução, uma vez que a Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica tem capacidade para atender 10 pacientes e hoje a ala infantil já acolhe 21 crianças, ou seja, o dobro de sua capacidade

Por causa da superlotação, o Hospital de Clínicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) suspendeu as internações de crianças com quadros respiratórios graves por 72 horas. De acordo com nota divulgada pelo hospital, a medida foi tomada por precaução, uma vez que a Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica tem capacidade para atender 10 pacientes e hoje a ala infantil já acolhe 21 crianças, ou seja, o dobro de sua capacidade.

Onze delas estão internadas fora da UTI, na enfermaria pediátrica, mas recebem todo suporte de ventilação e equipe. A restrição serve tanto para crianças encaminhadas pela rede quanto para procura espontânea no pronto socorro pediátrico.

Segundo a direção do pronto socorro infantil e da enfermaria pediátrica, as equipes médicas, de enfermagem e de fisioterapia estão sobrecarregadas com os pacientes na enfermaria e, caso a superlotação se mantenha, poderá haver comprometimento da qualidade da assistência, inclusive com risco de óbito, caso continuem a chegar novos pacientes.

As cirurgias eletivas – as que são programadas e não emergenciais – na ala pediátrica estão suspensas desde o início de abril também por causa da superlotação.

"Geralmente, nessa época do ano, temos um aumento no número de crianças com doenças respiratórias graves e sempre conseguimos atender. O problema é que neste ano, ainda não sabemos o motivo, mas o número subiu muito e estamos no limite", disse o coordenador da Unidade de Emergência Pediátrica do HC, Marcelo Conrado dos Reis.

Segundo ele, a ala pediátrica exige cuidados específicos e a equipe de enfermagem está sobrecarregada. "Em 30 anos, completados este ano, é a primeira vez que o hospital suspende o atendimento", ressaltou.  

Ainda de acordo com a unidade médica, todo o estoque, inclusive o estratégico, de ventiladores mecânicos, principal equipamento para suporte terapêutico nesses casos já está sendo utilizado. Por isso, a superintendência está alugando em caráter emergencial 22 aparelhos de ventilação mecânica.

Ainda em nota, o hospital informou que "empenhará seus melhores esforços para normalizar o mais rapidamente possível seus serviços de atendimento à população, sempre de acordo com o alto grau de responsabilidade e de eficiência que o qualificou como principal referência no sistema de saúde de Campinas e região".

Região

A Secretaria de Saúde de Campinas informou que já está em contato com a DRS VII (Diretoria Regional de Saúde VII) para tentar solucionar o problema o mais rápido possível, uma vez que o impacto da restrição das internações deve ser sentido por toda a região, já que o hospital é referência.

A administração ressaltou que todos os serviços do município vão manter as portas abertas e a coordenadoria de Urgência e Emergência de Campinas está monitorando a situação do sistema, que exige responsabilidade compartilhada entre município e Estado, de forma a garantir assistência a todos os casos.

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