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Número de casos de dengue no RJ já cresceu 700% em relação a 2014

Do UOL, no Rio

16/09/2015 18h47

A Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro registrou em 2015 -até o último sábado (12)- um número de casos de dengue quase sete vezes maior que em todo o ano passado.

Enquanto nas primeiras 36 semanas epidemiológicas deste ano foram notificados 54.268 casos, em 2014 foram 7.819 registros (6,94 vezes menos). O número de óbitos também é 70% maior em 2015 (17) do que em todo o ano anterior (10).

Entre janeiro e agosto dos dois anos, a comparação é igualmente alarmante: foram contabilizados 53.303 casos da doença em 2015, e 6.378 em 2014. A secretaria esclarece que, no momento, nenhum município registra epidemia de dengue.

De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde, Alexandre Chieppe, o aumento no número de casos este ano se justifica pela "recirculação do tipo 1 do vírus" transmitido pelo mosquito aedes aegypti", principalmente nos municípios do interior do Estado, onde ocorreram todos as mortes decorrentes da dengue neste ano.

Os 17 óbitos foram registrados em nove cidades: Resende (7), Paraty (2), Porto Real (2), Barra Mansa (1), Campos dos Goytacazes (1), Miracema (1), Piraí (1), Quatis (1), e Volta Redonda (1).

"A dengue se comporta de forma cíclica, é uma característica do vírus. Sempre quando a gente tem um ano epidêmico, a tendência é que no ano seguinte diminua, porque as pessoas se imunizam. O que aconteceu no Estado do Rio de Janeiro? Em 2013, tivemos a circulação do vírus do tipo 4, que continuou em 2014. Mas em 2015 houve a recirculação do tipo 1 e uma transmissão bastante elevada em municípios do interior", explicou Chieppe.

O subsecretário argumentou, no entanto, que os números registrados em 2015 são mais baixos que os de anos epidêmicos no Estado. Segundo Chieppe, em 2002, foram quase 300 mil casos notificados, por exemplo. Já em 2008 e em 2011, houve 255 mil e 160 mil casos, respectivamente.

Ainda de acordo com o subsecretário, já há circulação no Rio do zika virus, também transmitido pelo aedes aegypti, mas a doença não preocupa porque não houve nenhum óbito registrado no Brasil até o momento. Já o chikungunya, que é passado pelo mesmo mosquito, "preocupa muito por conta da chance de entrar no Rio de Janeiro e a nossa população não ter imunidade". Até o momento, no entanto, segundo Chieppe, não há evidência de circulação da doença no Estado.

Para tentar reduzir os impactos causados pela dengue, a secretaria está promovendo a campanha "10 Minutos Contra a Dengue". O objetivo é estimular a população fluminense a investir 10 minutos por semana para eliminar possíveis criadouros do mosquito aedes aegypti em suas casas. O ambiente doméstico concentra 80% dos focos, segundo a pasta.