Transplante cresce, mas 43% das famílias negam doação de órgãos de parentes

Larissa Leiros Baroni

Do UOL, em São Paulo

  • Getty Images

No primeiro semestre deste ano 1.662 famílias autorizaram a doação de órgãos de parentes, 16% a mais que no mesmo período de 2016. Apesar do crescimento, o grande número de recusas de doação ainda é um problema. Ao todo, 43% dos brasileiros negam a doação de órgãos de seus familiares após a morte --mesmo índice do ano passado.

No período, a fila de espera por um transplante teve um leve aumento, aponta o Ministério da Saúde. O número de pessoas que aguardam por um órgão passou de 41.052 para 41.122. Os dados foram divulgados nessa quarta-feira (27) pelo ministro Ricardo de Barros. 

No primeiro semestre de 2017, foram realizados no país 12.086 cirurgias de transplante. A maior parte deles são transplantes de córnea (7.865), em segundo lugar aparece o transplante de rim (2.928). Foram feitas ainda 1.014 cirurgias de fígado e 172 transplantes de coração, um dos mais complexos.

Os transplantes de pulmão (43) e pâncreas (9) foram os menos realizados, com números menores do que os do primeiro semestre de 2016. 

Atualmente, segundo o Ministério da Saúde, 95% dos procedimentos são financiados pelo SUS

O órgão também destacou a parceria entre o SUS e as companhias da aviação civil brasileiras, que são responsáveis por 96% dos transportes de órgãos e/ou tecidos. No primeiro semestre deste ano, foi registrado aumento de 27,6% nesses meios de transportes, que recebem prioridade para pouso e decolagem, passando de 1.881 para 2.402.

Quem pode doar?

A doação de órgãos ou tecidos pode ser realizada em vida ou em morte. Em vida, é possível doar um dos rins, parte do fígado, do pulmão ou a medula óssea, desde que a medida não coloque em risco a saúde do doar. Nesses casos, a legislação só permite a doação para parentes até o quarto grau e cônjuges. Caso contrário, somente com autorização judicial.

Já o doador falecido é a pessoa em morte encefálica cuja família pode autorizar a doação de órgãos e/ou tecidos, assim como a pessoa que tenha falecido por parada cardíaca que, nesse caso, poderá doar tecidos.

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