Vacinação contra gripe é prorrogada por causa de greve de caminhoneiros

Do UOL, em São Paulo

  • Marcello Casal Jr./Agência Brasil

    Crianças, idosos e gestantes têm até 15 de junho para se vacinar

    Crianças, idosos e gestantes têm até 15 de junho para se vacinar

O Ministério da Saúde prorrogou até o dia 15 de junho a campanha de vacinação contra a gripe, que inicialmente estava prevista para acabar nesta sexta-feira (1°). A medida foi tomada por causa dos "possíveis impactos da paralisação dos caminhoneiros no transporte público e nos atendimentos em serviços de saúde." A greve já dura nove dias. 

As vacinas devem ser aplicadas em crianças de 6 meses a 5 anos, idosos a partir de 60 anos, trabalhadores da saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional. 

Pessoas com doenças crônicas e outras condições clínicas especiais também devem ser imunizadas. Neste caso, é preciso apresentar uma prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle de doenças crônicas do SUS (Sistema Único de Saúde) devem procurar os postos em que estão registrados para receber a dose.

Até o momento, segundo o Ministério da Saúde, apenas 66% do público-alvo se vacinou. Faltam ainda 18,8 milhões de pessoas serem vacinadas em todo o país, de acordo com balanço publicado nesta terça-feira (29). A expectativa do Ministério da Saúde é vacinar 54,4 milhões de pessoas até o dia 15 de junho.

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O público com maior cobertura, até o momento é de puérperas, com 78,1%, seguido pelos idosos (75,2%), professores (73,1%) e trabalhadores de saúde (71,6%). Entre os indígenas, a cobertura de vacinação ficou em 63,6% e gestantes 55,1%. O grupo com menor índice de vacinação foram as crianças, entre seis meses e cinco anos, a cobertura é de apenas 49,7%.

Após o fim da campanha, caso haja disponibilidade de vacinas nos estados e municípios, a vacinação poderá ser ampliada para crianças de cinco a nove anos de idade e adultos de 50 a 59 anos.

Casos de gripe no Brasil

Até 26 de maio, foram registrados 2.088 casos de influenza em todo o país, com 335 óbitos. Do total, 1.262 casos e 218 óbitos foram por H1N1. Em relação ao vírus H3N2, foram registrados 412 casos e 58 óbitos. Também foram apontados 219 registros de influenza B, com 27 óbitos e outros 195 de influenza A não subtipado, com 32 óbitos.

Entre as mortes em decorrência dos vírus da influenza, a média de idade foi de 50 anos. A taxa de mortalidade por influenza no Brasil está em 0,16% para cada 100.000 habitantes.

Dos 335 indivíduos que foram a óbito por influenza, 235 (70,1%) apresentaram pelo menos um fator de risco para complicação, com destaque para adultos maiores de 60 anos: cardiopatas, diabetes mellitus e pneumopatas. Esse público é considerado de risco para a doença, por isso a vacina contra a gripe é garantida gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

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