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Farmácias usam fita de isolamento na frente de balcões de atendimento

Fita de isolamento em frente a balcão de farmácia em São Paulo  - Lucas BorgesbTeixeira
Fita de isolamento em frente a balcão de farmácia em São Paulo Imagem: Lucas BorgesbTeixeira

Lucas Borges Teixeira

Colaboração para o UOL, em São Paulo

23/03/2020 17h07Atualizada em 23/03/2020 17h09

As farmácias têm adotado pequenas áreas de isolamento à frente dos balcões para evitar o contato entre funcionários e clientes. Registrado em diversas unidades de diferentes redes da capital, a medida deixa os funcionários com maior sensação de segurança.

As fitas ficam posicionadas geralmente à frente dos caixas e dos balcões de atendimento, onde os clientes solicitam medicamentos. Manter a distância de cerca de um metro é uma das recomendações do Ministério da Saúde para evitar a transmissão do novo coronavírus, causador da covid-19.

"Em um momento como este, [esse tipo de medida] pode ajudar. Eu me sinto mais protegida. Como dizem, todo cuidado é pouco", afirmou uma funcionária da rede Drogaria São Paulo.

"Recebemos muitas pessoas doentes, naturalmente, e são os detalhes que fazem diferença para a saúde. Procuramos manter certa distância, usamos máscara e lavamos muito as mãos. É o que tem nos mantido saudáveis até agora", disse o gerente de uma farmácia nos Jardins.

Uso de protetores e preferência por cartões

A distância é só um dos cuidados adotados nas farmácias. Nas unidades visitadas, a maioria dos atendentes usava máscara cirúrgica, luvas e demonstravam preferência por cartões.

"A gente já deixou a maquininha mais na ponta [do balcão], para facilitar. Assim, conseguimos evitar o contato. É bom para nós e para eles [os clientes]", afirmou uma atendente da rede Drogasil.

"Se [o pagamento] for dinheiro, pegamos no dinheiro, não tem jeito. Mas a maioria tem usado cartões. Todos querem se expor o mínimo possível", disse.

O uso de luvas também tem sido frequente. "A gente pega em diversos produtos, em dinheiro. Um dos meios de transmissão do vírus é o contato", justificou a funcionária de uma farmácia Pague Menos.

Quem não aderiu à luva, usa álcool gel — exposto nos balcões com o aviso "não está à venda" — e lava a as mãos com frequência. "Fazemos isso o tempo todo. As mãos limpas já ajudam muito na prevenção do vírus. E nós ficamos muito expostos, afirmou a funcionária da Drogasil.

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