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'Compras da China não estão se confirmando', diz Mandetta

Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

08/04/2020 17h35

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, relatou hoje dificuldades em concretizar compras de equipamentos na China, como respiradores utilizados em leitos de UTI.

"As compras na China estão praticamente todas elas não se confirmando", afirmou o ministro.

Segundo o ministro, a compra de 15 mil respiradores foi cancelada porque a empresa não deu garantias de que poderia entregar os equipamentos.

"Nós tínhamos uma compra confirmada com eles, uma proposta de uma empresa para trazer até 15 mil respiradores, ela teria 30 dias, e ela poderia chegar no 30º dia e dizer que não ia conseguir. Como ela não deu as garantias de trazer, nós descartamos essa possibilidade", disse Mandetta.

Para fazer frente à dificuldade de importação, o ministro afirmou que o governo está apostando na capacitação da indústria nacional para o fornecimento de respiradores.

Ontem, como antecipou o UOL, o Ministério da Saúde assinou o primeiro contrato para a produção em larga escala de respiradores por fabricantes nacionais.

Numa força conjunta, a Magnamed, responsável pelo projeto, utilizará a capacidade de produção em larga escala da Flextronics, montadora internacional que normalmente atende o mercado de telecomunicações e tecnologia, para entregar 6.500 aparelhos até agosto, com expectativa de 2.000 unidades no primeiro mês.

O Ministério da Saúde anunciou hoje que subiu para 800 o número de mortes pelo novo coronavírus no Brasil — 133 óbitos confirmados nas últimas 24 horas. Até ontem, eram 667 mortes. No total, são 15.927 casos oficiais no país até agora — aumento de 2.210 diagnósticos no país em um único dia —, segundo o Ministério. A taxa de letalidade — que compara os casos já confirmados no Brasil com a incidência de mortes — é de 5%.

Máscaras da China

Outro produto de alto uso durante a pandemia são as máscaras de proteção individual utilizadas por profissionais de saúde.

Mandetta afirmou que nesse final se semana chegam ao país o primeiro lote de 40 milhões de máscaras compradas da China, de um total de 240 milhões de máscaras adquiridas do país asiático.

São 200 milhões de máscaras cirúrgicas e 40 milhões de máscaras N95, que oferecem uma proteção maior aos profissionais de saúde.

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