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Reino Unido vai fazer 'perguntas duras' para a China sobre coronavírus

China vive onda de críticas crescente em relação à condução da crise do novo coronavírus - Getty Images
China vive onda de críticas crescente em relação à condução da crise do novo coronavírus Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

16/04/2020 15h24

O secretário de Relações Exteriores da Inglaterra, Dominic Raab, pediu uma profunda revisão do tratamento precoce da China contra o surto de coronavírus, dizendo em coletiva que seu governo terá que fazer "perguntas duras" sobre como a pandemia ocorreu.

"Acho que precisa haver uma revisão das lições após o que aconteceu, incluindo o surto do vírus", disse Raab, acrescentando que o governo britânico não pode "recuar" desta responsabilidade.

"Não há dúvida de que não podemos ter negócios como de costume após essa crise e teremos que fazer perguntas duras sobre como isso aconteceu e como poderia ter sido interrompido mais cedo", acrescentou Raab.

O secretário de Relações Exteriores alertou que, embora ainda haja dúvidas sobre o surto inicial do vírus, o governo do Reino Unido "deve olhar para todos os lados" de uma "maneira equilibrada", impulsionada por evidências científica.

O Ministério das Relações Exteriores da China disse hoje que a Organização Mundial da Saúde (OMS) já afirmou não ter provas de que coronavírus, que já infectou mais de 2 milhões de pessoas no mundo, foi feito em um laboratório.

O porta-voz da chancelaria, Zhao Lijian, fez o comentário em resposta a uma pergunta sobre acusações de que o coronavírus teve origem em um laboratório da cidade chinesa central de Wuhan, onde a epidemia surgiu no final de 2019.

Zhao disse aos repórteres durante um briefing diário em Pequim que as autoridades da OMS "disseram diversas vezes que não há prova de que o novo coronavírus foi criado em um laboratório".

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