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Prefeito de Campinas diz que levar doentes para SP deu respiro ao município

Shoppings tinham sido reabertos na cidade, que voltou a permitir apenas atividades essenciais há cerca de um mês - Denny Cesare / Estadão Conteúdo
Shoppings tinham sido reabertos na cidade, que voltou a permitir apenas atividades essenciais há cerca de um mês Imagem: Denny Cesare / Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

20/07/2020 12h00

Campinas (SP) está aos poucos se recuperando de um momento complicado no combate à pandemia do coronavírus. Há cerca de dez dias, o hospital de campanha do Ibirapuera, na capital paulista, começou a receber pacientes do município. Segundo o prefeito Jonas Donizette (PSB-SP), a medida funcionou como "um respiro".

"O governador João Doria (PSDB) foi sensível, o hospital do Ibirapuera passou a receber pacientes da região de Campinas e isso nos ajudou, porque o índice de ocupação de UTIs que temos hoje, que já chegou a 100%, está em 85%, então tivemos já uma folga, um respiro", afirmou hoje o prefeito em entrevista à CNN Brasil.

Donizette acrescentou que os pacientes transferidos não são moradores de Campinas, mas que a cidade vinha auxiliando outros municípios da região. Segundo Donizette, Campinas chegou a receber "pacientes de 70 cidades da região metropolitana porque São Paulo estava saturada", lembrando a situação que a capital viveu no início da pandemia.

"Temos uma boa estrutura de saúde, nenhum paciente de Campinas foi transferido para São Paulo, mas como somos uma região administrativa que integra cerca de 6 milhões de habitantes, aí sim tivemos necessidade", explicou.

Para Donizette, apesar dos problemas que a interiorização da pandemia vem causando no estado de São Paulo, o momento pode ajudar prefeitos a conscientizarem melhor a população.

"Agora estamos vivendo um momento que ajuda os administradores, é triste mas ajuda, porque a gravidade, a morte até chegar mais perto das pessoas, antes era só de ouvir falar, agora está bem próximo das pessoas, então elas estão ficando também com mais responsabilidade", afirmou o prefeito, atribuindo ao comportamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) parte da dificuldade em conscientizar a população.

"A gente percebe, sim, que existe uma resistência. Boa parte da população, até por informações que são passadas pelo nosso presidente, agora ele está mais calmo, mas teve momentos que ele minimizou a doença e ele não é qualquer pessoa. Isso acabou fazendo com que muita gente não acreditasse na seriedade dessa doença", disse Donizette.

Fase vermelha continua

Campinas inicia hoje mais uma semana na fase vermelha do Plano São Paulo, que determina a flexibilização das regras de isolamento social no estado. Desde o último dia 6, o município regrediu da fase laranja para a vermelha por causa da intensificação da pandemia e, principalmente, a crescente ocupação de leitos na rede de saúde.

O comércio foi fechado novamente ainda em 22 de junho e a cidade aguarda a melhora nas estatísticas para repensar uma próxima abertura do comércio. Por enquanto, apenas atividades essenciais funcionam em Campinas.

A cidade registrou em seu último boletim sobre a covid-19 um total de 13.392 infectados, 139 a mais que o dado anterior. O município já acumula 542 mortes causadas pelo coronavírus.

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