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Coronavírus

Brasil tem duas regiões com alta na média de mortes por covid-19

Bruna Prado/Getty Images
Imagem: Bruna Prado/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

21/07/2020 12h39Atualizada em 26/11/2020 20h16

O Brasil registrou 698 óbitos por covid-19 nas últimas 24 horas e apresentou tendência de aceleração na média de mortes em duas das cinco regiões. Os dados são do boletim mais recente do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte.

Com uma média de 479 mortes nos últimos sete dias, o Brasil teve uma variação de 19% com relação ao mesmo período de duas semanas atrás, o que indica aceleração da média de óbitos. Desde o dia 15 de novembro o país vem registrando altas consecutivas.

Dez estados apresentaram tendência de aceleração enquanto outros nove e o Distrito Federal apresentaram queda. Sete mantiveram a estabilidade.

Das regiões, Sudeste (53%) e Sul (16%) apresentaram tendência de alta, enquanto Centro-Oeste teve queda (-40%). Nordeste (1%) e Norte (10%) se mantiveram estáveis.

É importante ressaltar, entretanto, que as altas em alguns estados podem ser explicadas pelo apagão de dados que o país viveu no início de novembro. No dia 6, o Ministério da Saúde começou a apresentar problemas em sua plataforma de registro de mortes por covid-19. Diversos estados relataram dificuldades em inserir dados na plataforma e-SUS e divulgaram informações incompletas ou até mesmo desatualizadas durante vários dias.

O estado de São Paulo foi um dos mais afetados, ficando sem divulgar mortes por cinco dias consecutivos. Nos próximos dias, esse problema no sistema deverá impactar os percentuais de tendência de alta, estabilidade ou queda nos estados afetados e também na tendência nacional.

Para medir a situação das mortes por causa da covid-19, especialistas indicam usar a média móvel dos óbitos, que calcula a média de registros observada nos últimos sete dias. A operação é a mais adequada para observar a tendência das estatísticas, por equilibrar as variações abruptas dos números ao longo da semana.

O consórcio de veículos de imprensa adotou esse período para verificar as oscilações na média móvel. É possível falar em queda nos números quando a diminuição é maior do que 15% se verificado nos últimos 14 dias —no caso, o período das duas últimas semanas. Caso os números aumentem mais do que 15%, há aceleração da epidemia. Valores intermediários indicam estabilidade.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: aceleração (51%)

  • Minas Gerais: aceleração (24%)

  • Rio de Janeiro: aceleração (88%)

  • São Paulo: aceleração (44%)

Região Norte

  • Acre: aceleração (20%)

  • Amazonas: aceleração (51%)

  • Amapá: queda (-26%)

  • Pará: estável (12%)

  • Rondônia: estável (-8%)

  • Roraima: queda (-64%)

  • Tocantins: queda (-53%)

Região Nordeste

  • Alagoas: queda (-19%)

  • Bahia: estável (-1%)

  • Ceará: aceleração (119%)

  • Maranhão: estável (6%)

  • Paraíba: estável (-6%)

  • Pernambuco: estável (3%)

  • Piauí: queda (-32%)

  • Rio Grande do Norte: queda (-63%)

  • Sergipe: aceleração (16%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: queda (-23%)

  • Goiás: queda (-33%)

  • Mato Grosso: queda (-68%)

  • Mato Grosso do Sul: estável (-12%)

Região Sul

  • Paraná: queda (-24%)

  • Rio Grande do Sul: aceleração (42%)

  • Santa Catarina: aceleração (62%)

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

Errata: o texto foi atualizado
Em 28 de outubro, a matéria errou ao dizer que treze estados estavam em queda. Na verdade, eram doze estados. A informação foi corrigida
Em 18 de outubro, a matéria e a Home-Page do UOL erraram ao dizer que o Piauí estava em aceleração. Na verdade, o estado estava estável. A informação foi corrigida.
Em 28 se setembro, a matéria errou ao dizer que o Sul estava em estabilidade. Na verdade, a região estava em queda e o Sudeste estava em estabilidade. A informação foi corrigida
Em 3 de setembro, a matéria errou ao informar que Rio de Janeiro estava estável. Na verdade, o estado estava em queda. A informação foi corrigida.
Em 1º de setembro, a matéria errou ao informar que Paraná estava em queda. Na verdade, o estado estava estável. A informação foi corrigida.
Em 31 de agosto, o título do texto informava que cinco estados tinham alta na média móvel. A informação foi corrigida para quatro. O erro também foi corrigido na Home do UOL.
Diferentemente do publicado, a média móvel do Rio Grande do Sul em 20 de agosto encontrava-se estável, e não em queda. A informação foi corrigida.
No dia 6 de agosto, todas as regiões tiveram aceleração de mortes, incluindo o Norte, diferentemente do que informou o título, o texto e a chamada na home page do UOL.
Em 1º de agosto, a média móvel encontrava-se em queda em Pernambuco naquele dia, e não estável.

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