PUBLICIDADE
Topo

Coronavírus

Conteúdo publicado há
7 meses

Covid-19: Anvisa anuncia ida à China para inspecionar fábricas das vacinas

Cadu Rolim/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Imagem: Cadu Rolim/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Do UOL*, em São Paulo

12/11/2020 21h44

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou na noite de hoje que enviará uma "missão de inspeção" à China, para avaliar as instalações da Sinovac —empresa responsável por desenvolver a vacina CoronaVac e os insumos para a sua produção, em parceria com o Instituto Butantan—, e da Wuxi Biologics Co —produtora de insumos para a vacina AstraZeneca, utilizados pela Fiocruz Bio-Manquinhos.

"Será realizada missão de inspeção da Anvisa à China, com objetivo de verificação do cumprimento das boas práticas de fabricação nas instalações das empresas Sinovac Life Sciences Co. (fabricante dos insumos utilizados pelo Instituto Butantan na produção da vacina Coronavac) e Wuxi Biologics Co. (produtora dos insumos utilizados pela Fiocruz Bio-Manguinhos/vacina da AstraZeneca)", informou em seu site a agência do governo federal.

Segundo a Anvisa, as visitas às fábricas ocorrerão de 30 de novembro a 4 de dezembro, no caso da Sinovac (localizada em Pequim), e 7 a 11 de dezembro, no caso da Wuxi Biologics (localizada em Wuxi).

"A certificação das boas práticas de fabricação é requisito indispensável para eventual registro das vacinas contra Covid-19 que utilizam insumos produzidos nessas instalações", diz a nota.

A Anvisa afirmou que, em razão da exigência de cumprimento de quarentena para todos os viajantes que chegam à China, os inspetores partirão do Brasil na sexta-feira (13), com chegada prevista à China em 15 de novembro.

Retomada dos testes da CoronaVac

Ontem, a Anvisa anunciou a autorização para retomada dos testes com a vacina CoronaVac. Os estudos da fase 3 tinham sido suspensos pela agência na noite de segunda-feira (9) após a comunicação de "evento grave adverso" —a morte de um voluntário que testava o imunizante contra a covid-19. O governo de São Paulo afirma que o óbito não está relacionado com a pesquisa.

"Após avaliar os novos dados apresentados pelo patrocinador depois da suspensão do estudo, a Anvisa entende que tem subsídios suficientes para permitir a retomada da vacinação", disse comunicado divulgado ontem.

*Com Reuters

Coronavírus