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UFPR confirma primeiros casos de novo coronavírus em cachorros no Brasil

Um dos cães infectados é da raça buldogue francês - Divulgação Pet-Covid
Um dos cães infectados é da raça buldogue francês Imagem: Divulgação Pet-Covid

Colaboração para o UOL

23/11/2020 10h22

Pela primeira vez o Brasil encontrou casos de novo coronavírus em cachorros. A descoberta foi feita pela UFPR (Universidade Federal do Paraná), que disse que os dois cães estão bem. Os tutores de ambos tiveram covid-19, mas não há confirmação de que houve transmissão dos animais para os humanos.

Segundo a UFPR, um dos cachorros é macho, da raça buldogue francês. O dono testou positivo para covid-19 e depois percebeu uma discreta secreção nasal no cão, que dorme na mesma cama que ele. Depois o tutor negativou no exame, mas o cão estava positivo, já com uma quantidade pequena de vírus no organismo. No segundo teste realizado com o buldogue no dia seguinte, o animal também negativou.

O outro cão infectado pelo novo coronavírus não tem raça definida. Também é um macho, adulto, mas sem raça definida. A dona dele testou positivo para o novo coronavírus. E depois, segundo ela, os quatro cães, que dormem na cama com ela, tiveram discretos episódios de espirros. Todos os moradores humanos da casa testaram positivo e, dentre os quatro cães, apenas um confirmou a presença do vírus.

Apesar desses resultados positivos, não existe nenhum caso confirmado de cães e gatos transmissores do vírus ou com registro da doença covid-19.

De acordo com o professor Alexander Biondo, coordenador do estudo, os animais podem se infectar pelo vírus, inclusive cães e gatos, mas isso não se equivale a dizer que eles têm a doença ou são transmissores. Segundo estudos já publicados, gatos podem se infectar e transmitir para outros gatos, mas não há dados para cães.

O professor ainda reforça que o contato mais íntimo entre humanos e pets pode infectar os bichinhos, sendo indicado o distanciamento e o uso de máscara em caso de confirmação para tutores que testarem positivo.

Novos estudos

Agora a UFPR vai examinar amostras de cães e gatos em seis capitais. No último mês, a equipe já havia contribuído com a identificação da presença do vírus em uma gatinha de Cuiabá, detectada pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso).

Os resultados dos estudos serão o mais brevemente possível informados aos tutores ou familiares através de contato telefônico e pela emissão de laudo eletrônico, que será enviado por e-mail ou aplicativo de comunicação. Em caso positivo, de acordo com ele, os demais animais da residência também serão testados em pool por espécie. Além disso, os familiares serão orientados a estabelecer o acompanhamento veterinário por 14 dias, intensificando medidas de higiene e proteção individual e coletiva.

A pesquisa pretende contribuir para a tomada de decisão pelo poder público quanto a medidas de prevenção e controle da covid-19 em animais de estimação.

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