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Doria volta a pressionar governo sobre CoronaVac: 'Salve vidas, Bolsonaro'

Governador de São Paulo, João Doria (PSDB), durante coletiva de imprensa sobre medidas de combate ao coronavírus no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo - Roberto Casimiro/Estadão Conteúdo
Governador de São Paulo, João Doria (PSDB), durante coletiva de imprensa sobre medidas de combate ao coronavírus no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo Imagem: Roberto Casimiro/Estadão Conteúdo

Lucas Borges Teixeira, Stella Borges e Allan Brito

Do UOL, em São Paulo

10/12/2020 13h13

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), voltou a pressionar o governo federal para a adoção nacional da CoronaVac, em coletiva nesta quinta (10). Dirigindo-se ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o tucano cobrou uma manifestação "clara e objetiva" do Ministério da Saúde sobre a inclusão da vacina no PNI (Programa Nacional de Imunizações).

A referência direta a Bolsonaro, que já chamou a CoronaVac de "vacina do Doria", tem sido uma constante nas coletivas de imprensa do governo paulista. Em um aceno, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou na manhã desta quinta que comprará a CoronaVac, caso ela seja registrada na Anvisa. Nesta tarde, Doria seguiu pressionando.

Convido presidente Jair Bolsonaro: salve vidas dos brasileiros que o elegeram ou não. Somos todos brasileiros. Cada vida importa, Bolsonaro. Cada dia perdido são mais pessoas mortas no Brasil João Doria, governador de São Paulo

O governo paulista segue com a data de 25 de janeiro para início da imunização no estado, embora a vacina ainda não tenha aprovação da Anvisa (Agência Naiconal de Vigilância Sanitária) para ser distribuída.

"Adotem a vacina do Butantan, que vocês sabem que é eficaz e vai ajudar a salvar vidas. A Anvisa também sabe que, ainda que tenha que proceder seus protocolos ao longo de 30 dias — e nos vamos aguardar de 15 de dezembro até 15 de janeiro —, todos sabem que esta é uma vacina que poderá imunizar milhões" questionou Doria.

Durante reunião com governadores na terça (8), Pazuello foi cobrado por Doria sobre as razões de o governo federal não ter investido recursos na CoronaVac. A resposta veio na manhã de hoje.

"Em português claríssimo, sim, vamos comprar as vacinas, caso sejam registradas e comprovadas com o preço dentro da lógica correta", assegurou o ministro, em entrevista à rádio Jovem Pan.

Isso não é uma garantia de que o governo incorporará a vacina ao PNI. Em outubro, Pazuello já havia feio até um documento de compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, mas foi desautorizado publicamente por Bolsonaro.

"Não compraremos vacina chinesa", declarou o presidente.

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