PUBLICIDADE
Topo

Coronavírus

Covid: SUS controlará vacinação em aplicativo para evitar doses diferentes

ADRIANA TOFFETTI/ESTADÃO CONTEÚDO
Imagem: ADRIANA TOFFETTI/ESTADÃO CONTEÚDO

Arthur Stabile

Colaboração para o UOL, em São Paulo

12/01/2021 20h35Atualizada em 12/01/2021 22h01

O Ministério da Saúde controlará a vacinação contra o novo coronavírus por meio de um aplicativo online. A intenção é evitar dosagens de vacinas diferentes entre a primeira e a segunda aplicação.

Conforme informações divulgadas pela assessoria de imprensa do órgão ao UOL, o SUS (Sistema Único de Saúde) aplicará a imunização utilizando o Conecte SUS. Nele, o agente de saúde terá controle do tipo de vacina, o lote de fabricação e o período entre as doses.

As informações ficarão salvas na carteira digital de vacinação de cada cidadão, com acesso público pela internet e não restrito aos profissionais da saúde.

No entanto, a assessoria não explicou se o aplicativo desenvolvido está integrado ao e-SUS ou se é uma atualização do sistema de controle usado para a covid-19. Também não informou se há custo adicional na implementação da nova ferramenta ou custo para desenvolvimento de uma plataforma nova.

Não é preciso ter um cadastro prévio para autorizar a vacina, basta a pessoa levar o CPF ou o Cartão Nacional de Saúde para o local. Caso a pessoa não esteja no sistema, o agente de saúde o incluirá na hora.

Segundo o ministério, o aplicativo evitará que alguém "tome doses de vacinas de laboratórios diferentes [conta a covid-19], o que poderia acarretar eventos adversos desconhecidos e indesejáveis".

O órgão não detalhou se as vacinas contra a covid-19 entrarão no PNI (Programa Nacional de Imunizações), responsável pelo calendário brasileiro de vacinação. Coordenadores do programa participaram de plano preliminar de imunização contra o novo coronavírus.

As regras para a vacina contra a pandemia serão diferentes da vacinação comum comandada pelo PNI, como necessidade de caderneta de vacinação para o recebimento das doses.

Sem data definida

Ainda não há uma data definida para o início da imunização no Brasil. O ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, estimou entre o fim de janeiro e março o começo da vacinação. Ontem, contudo, subiu o tom ao ser questionado sobre a data.

"A vacina vai começar no dia D, na hora H, no Brasil", disse o ministro do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), sem citar prazos concretos. Segundo ele, é preciso esperar a análise da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para seguir adiante nos passos rumo à imunização.

"Se a análise for concluída na Anvisa, eu começo a vacinar até o dia 20 de janeiro, e aí vão entrando as produções e todas as importações a caminho. Todos os estados receberão simultaneamente as vacinas, no mesmo dia", estimando em três ou quatro dias após a autorização a entrega das primeiras doses.

Em São Paulo, os cidadãos precisarão de um pré-cadastro como forma de conseguir a vacina. O governo de João Doria (PSDB) estrutura sistema para acompanhar as inscrições, ainda sem detalhamento de como funcionará o passo a passo e quais dados serão necessários ao se inscrever.

"Detalhes e todas as orientações à população serão passadas pela secretaria previamente ao início da campanha, visando ao êxito do Plano Estadual de Imunização", avisa o governo em nota divulgada à imprensa.

O UOL pediu detalhamento por e-mail dos critérios da vacinação. Por telefone, a assessoria de imprensa da Secretaria da Saúde explicou que as informações foram divulgadas em coletiva de imprensa nesta segunda (11) e terça-feira (12), sem responder às informações solicitadas.

Coronavírus