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MPF pede que Bolsonaro seja investigado por provocar aglomerações no CE

Na visita ao CE, na cidade de Tianguá, Bolsonaro disse ser alvo de constantes "ataques", mas que nada vai fazê-lo desistir porque ele é "imbrochável" - Clauber Cleber Caetano/Divulgação
Na visita ao CE, na cidade de Tianguá, Bolsonaro disse ser alvo de constantes "ataques", mas que nada vai fazê-lo desistir porque ele é "imbrochável" Imagem: Clauber Cleber Caetano/Divulgação

Do UOL, em São Paulo

04/03/2021 13h12Atualizada em 04/03/2021 14h53

O MPF (Ministério Público Federal) afirmou ter enviado ofício com "vasta documentação" ao procurador-geral da República, Augusto Aras, pedindo que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) seja investigado por possível contra a saúde pública em visita ao Ceará no fim de fevereiro.

Segundo o MPF, cinco procuradores do Ceará pediram no ofício que "sejam apuradas as condutas da comitiva presidencial, com as respectivas responsabilizações penais".

Na visita ao Ceará, na cidade de Tianguá, Bolsonaro disse ser alvo de constantes "ataques", mas que nada vai fazê-lo desistir "porque, afinal de contas", ele é "imbrochável".

De acordo com o Ministério Público, Bolsonaro provocou "diversos episódios de desrespeito às normas de isolamento social impostas" pelo governo do Ceará para conter a pandemia do novo coronavírus no estado.

"Além disso, o presidente da República não utilizou máscaras faciais ou se manteve em distanciamento dos apoiadores e da população que dele se aproximavam, condutas que eram reproduzidas por diversos membros de sua comitiva", disse trecho do ofício, divulgado pelo MPF.

"Na cidade de Tianguá, por exemplo, o presidente da República teria ordenado a retirada de alambrados para que a população pudesse se aproximar e se amontoar nas proximidades do palanque montado para o seu discurso, gerando ainda mais aglomeração de pessoas", continuou.

Antes da visita oficial, o MPF havia enviado ofício ao Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e às prefeituras das cidades cearenses de Fortaleza, Horizonte e Tianguá, onde Bolsonaro planejava passar, pedindo medidas para conter possíveis aglomerações.

"Os números da pandemia em todo estado inspiram atenção redobrada, permanecendo o isolamento social como política pública mais eficiente e indispensável no combate à disseminação do vírus", afirmou, na época, o MPF.

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