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Bolsonaro critica lockdown nacional; entidades apoiam confinamento local

Ao contrário de Bolsonaro, Fiocruz, SBI e AMB defendem medidas mais restritivas de circulação e lockdown contra a covid-19 - Ueslei Marcelino/Reuters
Ao contrário de Bolsonaro, Fiocruz, SBI e AMB defendem medidas mais restritivas de circulação e lockdown contra a covid-19 Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters

Eduardo Militão

Do UOL, em Brasília

10/03/2021 12h02Atualizada em 10/03/2021 12h15

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou hoje um possível confinamento completo e de forma nacional, o chamado "lockdown". "Muitos governadores querem um lockdown nacional", reclamou ele diante de apoiadores no jardim do Palácio do Alvorada. "O povo está sofrendo. Está havendo abuso, no meu entender, nessa política de fecha tudo."

Por outro lado, entidades científicas, inclusive do próprio governo federal, defendem restrições para enfrentar a segunda onda do novo coronavírus. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) quer "medidas mais rigorosas de restrição da circulação e das atividades não essenciais". A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e a Associação Médica Brasileira (AMB) querem "lockdown em algumas situações críticas e em alguns locais" porque ela tem "efetividade".

Hoje, Bolsonaro afirmou que, se o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), seu adversário derrotado em 2018, fosse presidente, os governadores nem precisariam ter pedido um confinamento nacional.

O presidente disse que "a política do lockdown, que começou no ano passado, não era para salvar vidas". "Era para dar tempo de os hospitais se reequiparem. Nós demos bilhões de reais para estados e municípios. Alguns estados investiram bem os recursos, e outros, não."

Segundo Bolsonaro, a crise econômica causada pelo enfrentamento à pandemia do coronavírus não pode ser tratada depois da crise de saúde causada pela covid-19. "Tem gente que, quando perde o emprego, nunca mais ele vai recuperar. Eu nunca passei por necessidade na minha vida, mas dá para imaginar uma pessoa com dois ou três filhos, um casal e perde emprego."

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