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Número de jovens com covid em UTIs de rede particular do Rio triplicou

Primeiro trimestre de 2021 registrou um crescimento no número de internações de jovens com a covid-19 em UTIs - Rodrigo Félix Leal/ANPr
Primeiro trimestre de 2021 registrou um crescimento no número de internações de jovens com a covid-19 em UTIs Imagem: Rodrigo Félix Leal/ANPr

Colaboração para o UOL

16/04/2021 13h27

O primeiro trimestre de 2021 registrou um crescimento no número de internações de jovens com a covid-19 em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) em uma rede de hospitais privados do Rio de Janeiro.

    Um levantamento feito pela Rede Américas, responsável pela gestão de cinco unidades de saúde na capital fluminense, mostra que o percentual de internações de pessoas com idade entre 18 e 44 anos quase triplicou.

    A Rede Américas administra no Rio de Janeiro os hospitais Samaritano, na Barra da Tijuca e em Botafogo; Vitória, também na Barra da Tijuca; o Pró-cardíaco, em Botafogo, e o Hospital Maternidade Santa Lucia, no Humaitá.

    Em janeiro, os hospitais da rede tinham 5.3% das UTIs ocupadas por jovens. Já em março, o percentual subiu para 14.7%.

    O coordenador nacional das Unidades de Terapia Intensiva da Rede Americas, Victor Cravo, analisa os dados e faz um comparativo com os meses de novembro e dezembro em que era percebido um aumento da gravidade predominantemente nos mais idosos.

    "Hoje, são os adultos jovens e de meia idade, que estão cada vez mais presentes nas nossas UTIs, o que pode ser atribuído ao relaxamento nas medidas de prevenção, como o distanciamento social, aumento das aglomerações e a redução quanto ao uso de máscaras, tão necessários enquanto não há vacina para todos", avalia o especialista.

    Também chama a atenção o aumento no número de internações de pessoas de meia idade (45 a 64 anos). Na capital Fluminense, essa faixa etária foi responsável por 42% das internações em UTI nos hospitais da Rede Américas, durante o mês de março. Em janeiro, esse percentual era de 18%.

    Outra preocupação é a ausência de comorbidades nessa população jovem, que vem agravando devido à covid-19. "Ainda há muito a ser pesquisado com relação aos problemas desencadeados pelo novo coronavírus, mas essa gravidade pode estar diretamente relacionada à carga viral mais alta somada à grande exposição, o que resultaria em uma capacidade menor de resposta do organismo dessa população", observa Cravo.

    O estudo também traz um panorama do aumento de adultos nas unidades do Distrito Federal, Norte e do Nordeste do país, com uma escalada de 12% para 17,3%, entre as pessoas dos 18 aos 44 anos e uma queda naquelas pertencentes ao grupo dos 45 aos 64 anos de vida: de 42,2% para 35,2% nessa faixa de idade.

    Um dado positivo é a redução de idosos com 80 anos na maioria das UTIs do grupo, o que já pode ser considerado um reflexo da vacinação nessa faixa de idade (queda de 46% para 36%). "Por outro lado, no Nordeste e Distrito Federal, especificamente, ainda há aumento desse público na faixa etária dos 80 anos (de 8,4%para 13.3%)", diz.

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