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Diretor do Gamaleya: 'intervalo de doses da Sputnik V pode ser de 3 meses'

Foto ilustrativa da vacina contra a covid-19 Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya (Rússia) - Luís Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo
Foto ilustrativa da vacina contra a covid-19 Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya (Rússia) Imagem: Luís Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

26/04/2021 09h31

O diretor do Centro de Pesquisa Gamaleya, Alexander Gintsburg, afirmou hoje que o intervalo entre a aplicação da primeira e da segunda dose da vacina Sputnik V pode ser ampliado para 3 meses. Hoje, o intervalo da aplicação das doses do imunizante, uma das vacinas que vem sendo utilizada contra a covid-19, é de 21 dias.

"Estender o intervalo não afetará resposta imunológica induzida pela vacina e, em alguns casos, irá intensificá-la e prolongá-la. Esta conclusão vem de nossa experiência no uso de vacinas usando a plataforma de adenovírus idêntica e, o mais importante, de campanhas de vacinação em massa bem-sucedidas na Rússia e em vários outros países", afirmou Gintsburg.

O médico e professor cita ainda declarações de outros órgãos reguladores de saúde, como a ANMAT (Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica), na Argentina, que também concorda com a extensão do prazo.

"Dada a demanda excepcionalmente alta por vacina entre a população, essa decisão aceleraria significativamente a imunização. Acreditamos que cabe a cada regulador nacional decidir se mantém o intervalo de 21 dias entre as doses ou se o estende para até 3 meses", conclui o diretor do Gamaleya no comunicado divulgado hoje.

A Sputnik V foi registrada em 61 países, cobrindo uma população total de mais de 3 bilhões de pessoas, e demonstrou eficácia de 97,6%. A vacina é baseada em uma plataforma comprovada e bem estudada de vetores adenovirais humanos e usa dois vetores diferentes para as duas doses da vacinação, fornecendo imunidade com uma duração mais longa do que as vacinas que usam o mesmo mecanismo de entrega para ambas as injeções.

No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) se reúne hoje para avaliar o pedido de compra da vacina por estados e municípios. O STF (Supremo Tribunal Federal) deu prazo de 30 dias para que o órgão avalie o pedido apresentado pelos prefeitos e governadores.

Ainda de acordo com a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, ultrapassado o prazo, os governos estaduais poderão comprar e distribuir o imunizante à população local. A decisão ainda irá a referendo do plenário da Corte.

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