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Gabbardo: Pessoas que se posicionavam contra a vacina hoje estão caladas

João Gabbardo dos Reis, secretário-executivo do Centro de Contingência do coronavírus em São Paulo - Aloísio Maurício/Fotoarena/Estadão Conteúdo
João Gabbardo dos Reis, secretário-executivo do Centro de Contingência do coronavírus em São Paulo Imagem: Aloísio Maurício/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Colaboração para o UOL

10/05/2021 09h37Atualizada em 10/05/2021 10h25

Coordenador-executivo do Centro de Contingência da Covid-19 em São Paulo afirmou que CPI da Covid-19 aumentou preocupação do Governo Federal com vacinas

O coordenador-executivo do Centro de Contingência da Covid-19 em São Paulo, João Gabbardo, elogiou hoje os "efeitos positivos" causados pela CPI da Covid-19 no governo federal. Em entrevista à CNN, ele afirmou que a preocupação da presidência com a aquisição e distribuição de doses para os estados pode ser sentida por todos os brasileiros.

Acho que a CPI aumentou muito o interesse do governo na imunização. A gente percebe que muitas pessoas que se posicionavam contrárias à vacina ou que minimizavam os efeitos da vacina, achavam que tinham outras alternativas para a gente sair da pandemia, hoje estão caladas.

Gabbardo considerou o momento atual de melhora dos indicadores como "crucial" para que os estados acelerem a aplicação de doses e diminuam a possibilidade de mais uma onda de contaminação no país.

"O risco vai depender muito da velocidade da nossa vacinação. Acredito que com as vacinas que estão chegando e com as conexões que o Sistema Único de Saúde tem para acelerar a aplicação dessas doses nós vamos diminuir bastante a possibilidade uma terceira onda", opinou.

Gabbardo elogiou o posicionamento do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em relação à vacinação e falou sobre os temores do estado diante de variantes internacionais do vírus e afirmou que o país poderia criar protocolos de testagem e quarentena para viajantes vindos de países como a Índia, celeiro de uma das novas mutações do vírus.

Ele lembrou, porém, que esse é um papel que não cabe aos estados brasileiros. "Para isso ocorrer, nós temos que ter o governo federal acreditando nessa medida. Será que o Ministério do Turismo e o governo federal acreditam nisso? Temos visto propagandas estimulando o turismo no meio da pandemia, uma coisa que não parece ser muito adequada para esse momento", criticou.

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