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11 meses

Rio: Vacinas acabaram em postos por atraso na entrega, diz prefeitura

Prefeitura disse que houve atraso na liberação de novos doses das vacinas para o Rio - JURANIR BADARó/ESTADÃO CONTEÚDO
Prefeitura disse que houve atraso na liberação de novos doses das vacinas para o Rio Imagem: JURANIR BADARó/ESTADÃO CONTEÚDO

Colaboração para o UOL

19/08/2021 14h59Atualizada em 19/08/2021 16h11

Alguns postos de vacinação contra a covid-19 na cidade do Rio de Janeiro estão com os estoques de vacinas esgotados devido ao atraso na liberação de novas doses, segundo a secretaria de Saúde do município.

Em uma publicação nas redes sociais hoje, a secretaria municipal informou que o atraso na liberação de mais doses do imunizante contra o coronavírus pode implicar em "eventuais" dificuldades para que os jovens com 19 anos possam receber a vacina, e orienta a essas pessoas que não conseguirem a aplicação, que procurem os postos de vacinação amanhã para receberem o imunizante.

"Devido ao atraso na liberação de novas doses, algumas unidades da cidade já estão com os estoques esgotados. Jovens de 19 anos que eventualmente não consigam se vacinar hoje (19), por falta de doses no postos, poderão se vacinar amanhã, junto com as pessoas de 18 anos", publicou.

Em nota enviada ao UOL, o Ministério da Saúde informou que entregou hoje mais doses ao estado do RJ. Leia abaixo:

"O Ministério da Saúde informa que, na manhã de hoje foram entregues mais 516 mil doses de vacinas contra a covid-19 ao estado do Rio de Janeiro, sendo 218,7 mil da vacina Pfizer e 297,3 mil do Butantan. Cabe ressaltar que no último fim de semana o estado recebeu, 29 mil doses da vacina Astrazeneca/Fiocruz, no sábado (14). Outras 233 mil doses foram retiradas do laboratório pela Secretaria de Saúde estadual do Rio de Janeiro, na sexta (13), no dia (16) o estado recebeu mais 208 mil doses da vacina Pfizer, totalizando assim, 470 mil doses entregues ao estado", afirmou o Ministério da Saúde.

Rio se torna epicentro da variante delta

A capital do Rio de Janeiro se tornou o epicentro da variante delta da covid-19 no Brasil e acendeu o alerta para uma eventual nova onda da doença em todo o país. A nova cepa foi identificada pela primeira vez na Índia e rapidamente se espalhou por outros países, provocando novas ondas de coronavírus nos Estados Unidos e na Europa.

Pelo menos 67 das 92 cidades do estado já detectaram predominância da delta nos novos diagnósticos positivos para o vírus. Em todo o país, a nova cepa representa 37% das amostras de covid-19, e a variante gamma 62%, segundo a Gisaid, plataforma que monitora o avanço das variantes em todo o mundo. No Rio, a proporção é de 48% para a delta e 36% para a gamma.

Para especialistas em saúde, a principal forma de evitar que a situação no Rio se repita em outros estados, instaurando uma nova fase da pandemia no país, é o retorno a medidas mais restritivas —e não o afrouxamento, a exemplo de anúncios recentes do governador João Doria (PSDB), em SP, e do prefeito Eduardo Paes (PSD), no Rio.

No dia 10 deste mês, a secretaria municipal de Saúde do Rio informou que a prefeitura havia acatado a sugestão de um plano de reabertura da cidade proposta pelo Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19. O plano determina que, caso se mantenha o ritmo de vacinação planejado, a cidade atingirá 65% da população completamente imunizada em 17 de outubro - a data marcaria o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras ao ar livre.

Naquela ocasião, a prefeitura já havia admitido a possibilidade de rever o plano a depender do avanço da variante delta no município. No dia 13, ao UOL Entrevista, Eduardo Paes admitiu que errou ao anunciar um plano de reabertura com quatro dias de festa em setembro para comemorar o "fim da pandemia", e o evento foi cancelado.

"Admito que comuniquei muito mal. Errei e, por mais que você tenha um olhar otimista sobre o futuro, acaba passando à população de que há uma situação melhor do que há no momento", disse Paes.

O político também comentou sobre a possibilidade de cancelar o Réveillon e o próximo Carnaval que, anteriormente, foram dados como certo pelo prefeito.

"Se tiver cobertura vacinal e o cenário epidemiológico se manter, não haverá nenhum problema. Se não puder, teremos que cancelar. Ficarei muito triste, mas não tenho problema em tomar medidas duras, impopulares."

Segundo o prefeito, a decisão será tomada antes de dezembro porque "envolve organização, licitações".

Ao UOL Entrevista, Paes também criticou a falta de agilidade do Ministério da Saúde na distribuição de vacinas. Segundo o político, é preciso "enfrentar a burocracia" na liberação e distribuição dos imunizantes.

"Não é uma situação normal. É quase uma situação de guerra, você acelera os processos. A gente não trata essa vacinação como tratamos todo ano a da gripe. Tratamos como uma operação de guerra permanentemente atento e agilizando processos", afirmou.

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