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Planilha com dados de pacientes da Prevent Senior tem inconsistências

Movimentação em Hospital da Prevent Senior, na zona sul de São Paulo - Roberto Casimiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Movimentação em Hospital da Prevent Senior, na zona sul de São Paulo Imagem: Roberto Casimiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

20/09/2021 00h25Atualizada em 20/09/2021 11h25

A planilha com dados de 635 pacientes que participaram de um estudo da Prevent Senior para testar a eficácia da hidroxicloroquina e azitromicina contra a covid-19 tem inconsistências. As informações foram divulgadas pelo Fantástico.

Segundo o documento, o plano de saúde administrou a cloroquina mesmo para pacientes com contraindicação. É o caso de Rogério, 83, avô do radialista Rafael Ventura. O idoso começou a se sentir mal no final de março de 2020 e foi internado num hospital da Prevent Senior.

Na planilha com os dados de Rogério, o campo que questionava se "existe contraindicação para cloroquina" foi preenchido com "não". Outro campo, entretanto, registra um "motivo de não utilização": arritmia —a cloroquina é contraindicada para pacientes com problemas cardíacos por causa de riscos cardiovasculares.

Na ficha de Rogério também é registrado que ele tem hipertensão, outro motivo para impedir a administração do medicamento. Ainda assim, ele recebeu o 'kit covid' por sete dias.

Apesar do paciente relatar sintomas de covid, Rogério não foi testado, mesmo após a internação. Segundo o Fantástico, a morte dele foi uma das omitidas pela Prevent Senior.

O neto de Rogério, Rafael Ventura, afirmou que a família não assinou nenhum termo de consentimento para participar da pesquisa. Na certidão de óbito, os médicos não incluíram a suspeita de covid.

"Sempre soube que algo estava errado, mas garantiram que o problema do meu avó foi outra coisa. Se ele realmente estava com covid, até hoje a gente não sabe", afirmou Rafael em entrevista ao Fantástico.

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